Governo Federal celebrou o melhor resultado do país na história da competição, fruto de investimentos em patrocínios individuais e na viabilização do primeiro Mundial na América do Sul
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no Palácio do Planalto, as atletas brasileiras medalhistas do Mundial de Ginástica Rítmica Rio 2025. Também estiveram presentes a treinadora da seleção de conjunto, Camila Ferezin; o presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Henrique Motta; e o diretor-geral da CBG e presidente do Comitê Organizador do Mundial, Ricardo Resende.
A seleção brasileira de ginástica rítmica de conjunto, formada pelas atletas Maria Eduarda Arakaki (capitã), Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha e Mariana Gonçalves, conquistou duas medalhas no Mundial, competição realizada pela primeira vez na América do Sul, no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. Foram duas pratas que garantiram o Brasil no pódio de um mundial da modalidade pela primeira vez na história.
Estou feliz da vida porque eu posso dizer: nunca antes na história do Brasil a gente tinha ganhado uma medalha na ginástica rítmica”, declarou Lula. “A medalha de vocês significa uma conquista de muita dedicação. Eu reconheço o sacrifício de vocês, mas acho que a conquista da medalha mostrou que valeu a pena. Valeu a pena o passo que o governo deu para ajudar vocês. E valeu a pena vocês terem treinadoras competentes e dedicadas”, continuou.
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Lula também pontuou a alegria de saber que atletas da ginástica rítmica são beneficiárias do Bolsa Atleta. “Hoje nós temos praticamente 9.700 atletas recebendo o Bolsa Atleta. Nós vamos continuar fortalecendo esse programa, porque cabe ao governo criar as condições para que vocês possam ter a chance de disputar com americana, com russa, com alemã, com polonesa e com francesa”, afirmou.
No encontro, o ministro do Esporte, André Fufuca, ressaltou a importância do evento. “Nós tivemos o maior Mundial de todos os tempos. Foi o maior em público, em quantidade de países e em número de atletas. O maior marco desse Mundial, sem sombra de dúvidas, é a organização feita pelos brasileiros, a recepção, o calor, a alegria e a animação”, frisou. Ele aproveitou para anunciar que, a partir do ano que vem, atletas de esportes coletivos também terão direito à Bolsa Pódio.
Reconhecimento

Maria Eduarda Arakaki, a Duda, se mostrou grata pelo reconhecimento prestado pelo Governo Federal. Ser recebidos pela maior autoridade do nosso país significa muito, até para o nosso esporte, que está ganhando uma visibilidade maior agora, que é a ginástica rítmica. O esporte é uma ferramenta de transformação social na vida de muita gente, então, além desse feito histórico, a gente está muito feliz também com a visibilidade do nosso esporte”, disse. “É também uma oportunidade de agradecer: grande parte da nossa seleção é beneficiária do Programa Bolsa Atleta”.
A treinadora Camila Ferezin compartilhou uma visão parecida: “A gente trabalhou duro, houve investimento e não tem nada melhor do que voltar agora, com essa medalha e tudo ter valido a pena, e a gente ser reconhecida da melhor forma possível, sendo recebida pelo presidente do nosso país”.
APOIO — Para o presidente da CBG, é fundamental o programa Bolsa Atleta apoiar as pessoas no início da carreira esportiva até o alto rendimento. “A parceria entre a ginástica e o Governo Federal está fazendo desse o esporte mais vitorioso do Brasil, com muito orgulho. A gente espera continuar nesse desenvolvimento para ter cada vez mais meninas e meninos praticando ginástica. São ídolos inspirando crianças e crianças formando novos ídolos”, afirmou Henrique Motta.
Já Ricardo Resende destacou que a ginástica brasileira vive um momento muito especial, após finalizar os Jogos Olímpicos de Paris como o esporte mais vitorioso e realizar o primeiro Mundial no Brasil. “Não tinha um lugar melhor para a gente vencer, senão na nossa casa, ao lado de todos os brasileiros, numa Arena Olímpica lotada. Isso é fruto de muito trabalho, mas também de muito investimento. Investimento do Governo Federal, por meio da Caixa Econômica Federal, um patrocinador da ginástica brasileira há quase duas décadas”, pontuou.

Fotos: Reprodução/Google
MEDALHAS — A primeira medalha veio no sábado, 23, quando as brasileiras ficaram em segundo lugar na prova de conjunto geral, que soma as apresentações nas fitas e na mista (três bolas e dois arcos). A soma total de 55.250 pontos assegurou a inédita medalha mundial para a ginástica rítmica brasileira. O Brasil ficou atrás apenas do Japão, que levou o ouro ao somar 55.550.
No domingo (24), a seleção voltou a subir no pódio na final da série mista (três bolas e dois arcos). Ao som do clássico sertanejo “Evidências” — imortalizado por Chitãozinho & Xororó — as brasileiras receberam nota 28.550 e ficaram só a 0.100 da campeã Ucrânia. Essa foi a mais alta pontuação que a série das meninas já recebeu em competições internacionais.
INVESTIMENTOS — O Ministério do Esporte destinou R$ 2 milhões diretamente ao Mundial que entra para a história como o maior em número de participantes: mais de 650 pessoas envolvidas, representando 78 países. Do total, R$ 1 milhão foi usado na campanha que consolidou o Brasil como país-sede, R$ 570 mil foram investidos para estruturar os treinamentos das seleções e R$ 490 mil na aquisição de três tablados oficiais.
Desde 2012, os investimentos na Ginástica chegam a R$ 17,2 milhões, aplicados na compra de equipamentos oficiais para as modalidades artística, trampolim e rítmica, além de viabilizar o treinamento em âmbitos nacional e estadual e a realização de competições, como Mundiais e torneios internacionais.
Fonte: com informações Gov
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