Em encontro setorial promovido pela Confederação Nacional da Indústria, Lula exalta acordos recentes com a China e garante que vai abrir novas frentes, como a Índia e o Vietnã. "Sem brigar com os Estados Unidos", disse
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na manhã desta quarta, 27, que quer assinar o acordo U
nião Europeia-Mercosul ainda este ano e que planeja firmar novos acordos bilaterais amplos, a exemplo do que fez recentemente com a China, e citou a Índia como o próximo projeto de parceria.
"Os franceses não apitam mais nada, quem apita é a Comissão Europeia, e a Ursula von der Leyen [presidente da CE] tem procuração para fazer este acordo. Pretendo assinar este acordo este ano ainda", disse Lula, durante a abertura do Encontro Nacional da Indústria, organizado pela CNI.
Lula sinalizou que planeja construir uma missão junto à Índia, com a participação de empresários brasileiros, para ampliar o comércio e o intercâmbio tecnológico com aquele país. Para ressaltar a importância desse plano, Lula recorreu aos recentes acordos firmados com a China, durante a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil, na semana passada.
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"O nosso próximo passo é a Índia", disse aos empresários presentes. Segundo Lula, o Brasil precisa procurar mercados "não viciados". O presidente brasileiro avaliou os acordos fechados com a China: "É o maior acordo de acesso à tecnologia que este país já fez, que vai da inteligência artificial à tecnologia espacial". O presidente citou também o Vietnã, um dos países que participaram do G20 no Brasil, como mercado a ser mais bem explorado, lembrando que o comércio brasileiro com aquele parceiro asiático movimenta cerca de de U$ 6 bilhões.
Estados Unidos
Para Lula, essas novas aproximações não precisam interferir nas relações com parceiros mais antigos: "Eu quero fazer tudo isso sem brigar com os Estados Unidos". Para Lula, países têm interesses soberanos e os acordos serão limitados pelas afinidades que tais interesses comportarem.Lula enumerou avanços econômicos que o Brasil tem registrado a partir de janeiro de 2023, após sua posse como presidente - inflação sob controle, emprego crescente e novos investimentos privados e públicos chegando, por exemplo - e afirmou que "este é o papel do governo: criar condições para que as pessoas acreditem que as coisas vão acontecer. E as coisas acontecem".
Fé no Brasil
Ele pediu que os empresários do setor da indústria preparem o que têm de melhor, em termos de inovação, para acompanhar o Governo Federal na busca por crescimento econômico e abertura de novos mercados. E exortou que usem janeiro de 2023 como marco inicial das análises e decisões do setor. "O Brasil não precisa ficar preso aos países que o colonizaram. Temos que procurar mercados novos".
No mesmo encontro, a CNI divulgou pesquisa sobre a confiança do setor. Empresários de 27 dos 29 setores industriais estão confiantes, mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) Setorial de novembro. De acordo com o levantamento, é o maior número de setores otimistas desde outubro de 2022.
Fonte: com informações Agência Gov
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