O presidente ressaltou que o país africano "ainda possui lacunas de infraestrutura a suprir", e que seu crescimento depende de investimentos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira, 24/11, em visita oficial a Maputo, que o Brasil pretende reposicionar sua presença econômica e estratégica em Moçambique, reforçando setores como infraestrutura, saúde, agricultura e formação técnica.Ele ressaltou que o país africano “ainda possui lacunas de infraestrutura a suprir” e que seu crescimento depende de investimentos em portos, estradas, usinas e linhas de transmissão — áreas nas quais, segundo ele, empresas brasileiras têm experiência e capacidade para atuar.
Para viabilizar essa retomada, o presidente destacou a necessidade de reconstruir mecanismos de financiamento externo. “Nenhum grande país consegue exportar serviços sem oferecer opções de crédito”, afirmou, ao defender o processo de recuperação da capacidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de financiar a internacionalização de empresas brasileiras.
Segundo Lula, destravar essa “amarra determinante” é essencial para ampliar a presença do Brasil em Moçambique e equilibrar o fluxo comercial, hoje considerado muito baixo para dois países que compartilham língua, história e laços profundos.
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Saúde, segurança e alimentação

Foto: Reprodução/Google
O presidente também enfatizou a cooperação na área da saúde, apontando que o fortalecimento do complexo industrial brasileiro permitirá ao país voltar a participar da produção de fármacos e medicamentos em Moçambique.Outro eixo prioritário será a segurança alimentar. De acordo com Lula, o Brasil tem condições de contribuir para ampliar a produtividade da savana africana “sem comprometer o meio ambiente”, graças a tecnologias desenvolvidas para a agricultura tropical.
A formação profissional será uma das frentes mais robustas da parceria. Em 2026, o Ministério da Educação e a Agência Brasileira de Cooperação devem oferecer até 80 vagas em cursos de formação de formadores em ciências agrárias, além de até 400 vagas em cursos técnicos em agropecuária voltados a colaboradores moçambicanos. A Embrapa atuará como parceira direta, por meio de programas de capacitação presenciais e a distância voltados a técnicos locais.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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