Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Após uma gafe cometida no sábado, 30, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou seu discurso no evento em comemoração ao 1° de maio com um pedido de desculpas aos policiais brasileiros.
Em encontro com mulheres da zona norte de São Paulo, Lula havia dito que o presidente Jair Bolsonaro “não gosta de gente, gosta de policial” e foi atacado por adversários nas redes sociais. Já neste domingo, afirmou que, na verdade, queria dizer que Bolsonaro gosta “de milicianos”. “Esse cidadão só governa para os milicianos dele”, disse o petista.
Ao falar sobre os policiais, o petista disse ainda que eles “muitas vezes cometem erros, mas muitas vezes salvam muita gente do povo trabalhador”. “E nós temos que tratá-los como trabalhadores”, afirmou. “Eu escolhi o mês dos trabalhadores para pedir desculpas aos policiais que, por acaso, se sentiram ofendidos com o que eu falei."
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Eu ontem cometi um erro quando quis dizer que Bolsonaro não gosta de gente, só de polícia. Gostaria de pedir desculpas aos profissionais da segurança. Eu que vivo pedindo que a imprensa admita seus erros contra mim, não poderia deixar de pedir desculpas pelo meu erro.
— Lula (@LulaOficial) May 1, 2022
Lula também reforçou o pedido de desculpas aos profissionais de segurança em seu Twitter.

Nos últimos meses, com a proximidade do lançamento da campanha, Lula cometeu gafes que têm sido vistas com preocupação por aliados. É o caso da fala sobre os policiais e também sobre o aborto, além de uma sugestão para que sindicalistas procurassem deputados em suas casas.
“Nesse País não é habitual as pessoas pedirem desculpa. Eu, por exemplo, estou esperando há seis anos que as pessoas que me acusaram o tempo inteiro peçam desculpas”, disse Lula, ao falar sobre decisão de órgão da ONU sobre a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro para julgar o caso de Lula.

O petista começou com mais de três horas de atraso o ato político das centrais sindicais em comemoração ao dia do trabalhador. O baixo quórum no local para o evento durante a manhã fez organizadores se preocuparem e jogarem as manifestações políticas para mais perto do horário previsto para o show de Daniela Mercury, contando com a presença do público que iria acompanhar a apresentação da cantora.
Lideranças do partido também queriam saber, perto do horário do almoço, qual era o tamanho e o tom dos atos organizados por bolsonaristas. O quórum na Praça Charles Miller, no Pacaembu, era baixo pela manhã. Do palco, oradores ligados às centrais passaram a pedir que a segurança retirasse grades que impediam que as pessoas chegassem ao centro da praça. A previsão inicial era de que o ato político acontecesse entre 12h30 e 14h. Lula chegaria ao local por volta do meio-dia.

A chegada do petista, no entanto, foi postergada para as 15h, mais próximo do horário previsto para Daniela Mercury se apresentar. Quando Lula subiu no palco, o local já reunia mais participantes do que os que estavam no local no horário do almoço. O discurso do ex-presidente começou às 16h.
Fotos: Reprodução
Com um ato, no mesmo dia, marcado por bolsonaristas para apoiar o depurado Daniel Silveira, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por ameaças à Corte, os petistas preferiram concentrar os discursos no drama da inflação para a vida dos brasileiros.
“Vocês acham que a causa da tristeza do povo brasileiro é o STF? A causa da tristeza é não ter um projeto para esse País. É a gasolina cara, comida cara, é a baixa renda, o desemprego”, disse a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. “Democracia para nós é ter direito a renda, emprego, comida e educação. Por isso, a diferença. Ele (Bolsonaro) tem uma pauta pessoal, nós temos a pauta do povo”, disse a deputada.
Fonte: Portal Estadão
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