Operação do estado do Rio foi a mais letal da história e deixou 64 mortos. Governador Cláudio Castro acusou o governo federal de não prestar apoio às forças estaduais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza na manhã desta quarta-feira, 29/10, uma reunião de emergência com seus ministros para discutir a crise causada pela megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou ao menos 64 mortes ontem, 28.
O encontro foi convocado ontem, logo após o petista desembarcar em Brasília, à noite, e ser informado sobre a operação. Lula estava em viagem internacional ao Sudeste da Ásia, e passou o dia de ontem incomunicável, já que o avião utilizado não possui conexão com a internet.
Já chegaram ao Palácio da Alvorada o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e os ministros Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Anielle Franco (Igualdade Racial), e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social).
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Também participa o presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Parte dos ministros convocados têm origem no Rio de Janeiro. O governo federal foi surpreendido pela Operação Contenção, deflagrada ontem contra o Comando Vermelho na capital fluminense. Como reação, organizações criminosas realizaram ataques e bloquearam vias públicas por toda a cidade, gerando caos e pânico nos moradores.
Conflito com governo do RJ

Fotos: Reprodução/Google
À imprensa, o governador Cláudio Castro acusou o governo federal de ter negado pedidos para o fornecimento de blindados das Forças Armadas e ter deixado o estado “sozinho” no combate ao crime organizado. Porém, o governo Lula nega ter recebido pedidos de apoio para a operação.
Nos bastidores, Castro chegou a se retratar ainda ontem em ligação com a ministra Gleisi Hoffmann. O presidente Lula decide agora quais serão as ações do governo federal para conter a crise. Uma das medidas ventiladas é acelerar a tramitação da PEC da Segurança Pública, que aumenta a competência das forças federais no combate ao crime organizado.
Fonte: Com informações Correio Braziliense
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