19 de Abril de 2026

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Política - 26/10/2025

LULA E TRUMP: O que esperar do encontro entre os líderes que deve acontecer neste domingo

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Foto: Reprodução/Google

Presidentes do Brasil e dos Estados Unidos estão na Malásia para reuniões com líderes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem se reunir neste domingo, 26, na Malásia, em um encontro que pode redefinir o rumo das relações entre os dois países. A reunião, ainda não confirmada oficialmente, ocorre em meio à crise provocada pelo tarifaço de 50% imposto por Washington a produtos brasileiros e pelas sanções americanas contra ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Alexandre de Moraes.

 

Lula e Trump estão no país para compromissos com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), mas é o encontro bilateral que domina as atenções. O Palácio do Planalto vê a reunião como decisiva para “reorganizar” a relação entre as duas potências após meses de tensão. Fontes diplomáticas acreditam que a conversa pode abrir espaço para um reequilíbrio comercial e político entre Brasília e Washington.

 

Neste sábado, 25, Lula afirmou estar otimista com a possibilidade de solução para os impasses. “Não tem exigência dele nem minha. Vamos colocar os problemas na mesa e tentar resolver”, declarou. Poucas horas depois, Trump confirmou a jornalistas que pretende se encontrar com o líder brasileiro e admitiu rever as tarifas “sob as circunstâncias certas”, o que foi interpretado como um sinal de possível trégua.


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Além do comércio, outro tema sensível deve ser abordado: a escalada militar dos Estados Unidos na Venezuela. Lula condena as intervenções e defende que a América do Sul permaneça uma “zona de paz”. Segundo ele, o diálogo diplomático deve prevalecer sobre ações unilaterais, especialmente diante de operações da CIA e ataques a embarcações venezuelanas que já resultaram em dezenas de mortes.

 

O governo americano, por outro lado, sustenta que as operações visam combater o narcotráfico. Entretanto, dados da ONU apontam que a droga que mais causa overdoses nos EUA, o fentanil, vem majoritariamente do México — o que levanta dúvidas sobre os reais objetivos da ofensiva. Lula deve aproveitar o encontro para cobrar explicações e defender uma posição conjunta latino-americana de resistência a intervenções externas.


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Nos bastidores, o Planalto avalia que um diálogo direto entre Lula e Trump pode destravar as relações bilaterais e abrir caminho para uma nova fase diplomática. O encontro, se confirmado, marcará não apenas a tentativa de reconstrução da confiança entre Brasil e Estados Unidos, mas também o reposicionamento do Brasil como um ator central no equilíbrio político da América Latina.


Fonte: com informações do g1

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