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Política - 17/08/2022

Lula e Bolsonaro no mesmo local, Dilma a dois 'ex-presidentes' de Temer e conversas ecléticas marcam posse no TSE

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Foto: Foto: Reprodução

Lula, Temer, Dilma e Sarney assistem juntos à posse de Moraes na presidência no TSE

A sala “vip” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), minutos antes da posse de Alexandre de Moraes na presidência da corte eleitoral, registrou o mais esperado encontro da cerimônia: Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro estavam no mesmo local. Mas, de acordo com os presentes, os opositores — que escalaram as trocas de acusações nos últimos dias — ficaram em cantos opostos do ambiente. Eles só estiveram frente a frente no início do evento no salão principal do Tribunal, na execução do Hino Nacional. Mas, novamente, não trocaram palavras ou se encontraram.

 

Evento mais “estrelado” do mundo político nesta eleição até o momento, a posse foi marcada por uma forte defesa do sistema eleitoral, críticas veladas às acusações sem provas de Bolsonaro contra a Justiça e aplausos enfáticos a Moraes em momentos de defesa da democracia:

 

— O Brasil é a única democracia do mundo que apura e divulga o resultado das eleições no mesmo dia. Isso é motivo de orgulho nacional — afirmou Moraes, aplaudido de pé pelos presentes, incluindo ministros do STF, 22 governadores, todos os principais candidatos a presidente e representantes de 45 embaixadas estrangeiras.

 

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Se Lula e Bolsonaro não se cumprimentaram ou trocaram palavras no evento, não faltaram cenas raras em um ambiente tão eclético ideologicamente. Bolsonaro, que chegou a cochichar com Moraes, a quem já chamou de "canalha", na mesa principal do evento. Mas, depois, diante de todos os ex-presidentes, bocejou durante os discursos.

 

Porém, o que mais chamou a atenção do comportamento do presidente foi o que ele não fez. Bolsonaro não bateu palmas em três momentos bem específicos: quando Moraes defendeu a lisura do processo eleitoral brasileiro e nas referências aos ministros do STF Ricardo Lewandowski e Edson Fachin.

 

 

Os ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer passaram toda a cerimônia distanciados por apenas duas cadeiras. Ou seja, apenas José Sarney e Lula separaram a presidente destituída de seu ex-vice, considerado por ela, até hoje, um “traidor”. Durante a cerimônia — que não teve a presença de Fernando Henrique Cardoso e de Fernando Collor —, Lula e Temer não pararam de trocar impressões, enquanto Dilma e Sarney cochicharam, vez ou outra, durante os discursos.

 

Lideranças políticas antagônicas conversavam livremente antes do início oficial do evento, como Lula e o ministro da Economia, Paulo Guedes; Geraldo Alckmin, vice do petista, e os ministros Luiz Eduardo Ramos e Augusto Heleno, um dos críticos mais ferozes da esquerda no governo. Alckmin, que foi cumprimentado por Carlos Bolsonaro, foi, ainda durante a cerimônia, ironizado nas redes sociais pelo “filho tuiteiro” do presidente.

 

 

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Redes sociais, aliás, que estiveram ativas durante a posse. A presença de Bolsonaro, Lula e outros candidatos não impediu que suas contas travassem uma guerra paralela. Bolsonaro tentando faturar eleitoralmente a melhora da situação econômica, e o petista tentando amealhar votos debatendo temas de saúde pública.

 

Fotos: Reprodução

 

Se encontros inusitados ocorriam, o isolamento do ministro do STF Kassio Nunes Marques antes da cerimônia indicava o momento que vence na corte. Ao invés de trocar afagos com os presentes, ficou longos minutos sentado sozinho, ladeado por cadeiras vazias.

 

Fonte: Portal Extra 

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