O presidente afirmou que não tem tempo para pensar em outras guerras que não seja as que o país enfrenta internamente
Em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, 28/3, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse não estar preocupado com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, isso porque, segundo ele, “não tem tempo para pensar” em outras guerras que não sejam as contra as desigualdades e a extrema direita.
“Eu estou a tantos mil quilômetros de distância da Ucrânia que eu não sou obrigado a ter o mesmo nervosismo que tem o povo francês, o povo alemão, o povo europeu”, rebateu Lula à pergunta feita por um jornalista francês. Com isso, o presidente disse estar mais preocupado com a desigualdade social, desigualdade de gênero, saúde e educação. “São tantas desigualdades que eu não tenho tempo de pensar em outra guerra que não seja a guerra de construir algo mais positivo para os 203 milhões de brasileiros que moram aqui”, completou.
Lula afirmou ainda que está focado na “guerra” para garantir a “sobrevivência da democracia”. “Eu tenho muitas guerras nesse país e, agora, uma verdadeira guerra para garantir o funcionamento das instituições democráticas e a sobrevivência da democracia, contra o totalitarismo, o autoritarismo, a extrema direita, contra a barbárie”
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Foto: Reprodução Google
O chefe do Executivo garantiu ainda que o Brasil “prima pela paz” e que, em algum momento, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky “vão ter que se entender”. “Resolvemos não tomar lado porque nós queremos criar condições de criar um jeito para voltar à mesa de negociação e eu dizer que aquela guerra só vai ter uma solução que vai ser a paz. Os dois bicudos vão ter que se entender, em algum momento eles vão ter que sentar e chegar à conclusão que não valeu a pena o que foi feito até agora, a destruição, os gastos, os investimentos em armas, que é muito maior que o investimento feito para combater a fome e a miséria”, declarou Lula.
As afirmações foram feitas em meio ao evento no Palácio do Planalto para receber o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta tarde. O francês encerra a passagem pelo Brasil com uma visita oficial de Estado, que é a mais alta forma de contato diplomático entre duas nações.
Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense
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