O presidente ainda afirmou que não quer ser "um Trump, um Milei" nem "fazer bravata". Disse também estar "tranquilo e sereno" sobre a gestão econômica do governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi contundente nas declarações sobre a economia de seu governo, nesta quarta-feira, 13/3, durante lançamento de um programa de crédito destinado a trabalhadores, no Palácio do Planalto. Segundo ele, não há "cavalo de pau", nem "mágica" nas pautas econômicas do governo.
"Esse aqui não é um governo de aventureiros, de gente sem cara, sem rosto. Aqui, nesse governo, todo mundo tem um compromisso sério com a sua história. Eu digo sempre que, quando eu deixar a Presidência da República, eu não tenho um espaço para ir para Paris, escrever um livro em Londres, ir para Nova York. Eu tenho que voltar para a minha origem, que é a única coisa que eu tenho, um apartamento de 200 m² e a minha história junto à classse trabalhadora. Não pensem que eu tenho o direito de fazer algum absurdo com esse país. Economia não se faz com mágica, a gente não inventa", iniciou Lula, direcionando a declaração aos empresários, ao mercado e aos bancos.
"E eu vou dizer para vocês, sem medo de errar, eu já tive muitos ministros, muitos companheiros na Fazenda. Mas, pode ter certeza, se vocês colaborarem, a gente vai terminar o nosso governo com o [Fernando] Haddad passando para a história como o melhor ministro da Fazenda que esse país já teve. É isso que eu quero que vocês acreditem. Nós não vamos brincar em serviço", acrescentou ainda.
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Fake news
O presidente, então, reclamou de notícias falsas sobre a economia de seu governo. "Acho que tem muito agiota fazendo sacanagem com o Brasil. Não sei se é gente que vive com a especulação do dólar, se é gente que quer ganhar na Bolsa, mas tem tanta notícia cretina, tanta notícia falsa, que não tem explicação", apontou.
"As pessoas conhecem a história das pessoas, a minha história. 'Ah, mas o Lula 1 é diferente do Lula 2, que é diferente do Lula 3'". Obviamente, eu estou mais bonito agora, mais expeirente, tenho mais conhecimento e eu quero fazer as coisas melhores. Se não, vocês acham que eu voltaria para presidir esse país?", questionou, respondendo que, agora, o governo conta com "acúmulo de experiência".
"Por que eu iria cometer uma loucura, fazer um deslize para agradar quem? Aqui não tem cavalo de pau, tem política serena, discutida", enfatizou o petista. Ele ainda negou que existam rixas entre o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre as pautas econômicas. "Quando tiver briga entre os dois, eu sou separador dessa briga porque tem uma mesa redonda aqui e eles participam. Esse processo só dá certo com muita serenidade", disse.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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