Declaração foi feita enquanto presidente comentava situação da população mais pobre do país. Lula classificou como "desfalque" o caso envolvendo o banco Master
Sem citar nominalmente Daniel Vorcaro, dono do banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que tem muita gente que o defende por "falta de vergonha na cara". A declaração foi dada na sexta-feira (23/1), durante evento em Maceió (AL) para entrega de moradias do programa "Minha Casa, Minha Vida".
Na ocasião, Lula discursava sobre a situação da população pobre do país e a comparou com o que chamou de "desfalque" envolvendo o Master. "Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país", afirmou.
A fala de Lula sobre os bancos tem relação com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No caso do Master, o FGC é responsável por ressarcir os credores que compraram CDBs da instituição. O Fundo não conta com recursos do governo nem com aportes diretos dos clientes, atua como um mecanismo de segurança. "Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país", completou.
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Foto: Divulgação
As investigações que cercam o Banco Master revelam uma teia de manipulações financeiras que envolve executivos de alto escalão e figuras públicas. O escândalo do Banco Master envolve a liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025, motivada por uma grave crise de liquidez e indícios de operações fraudulentas que inflaram seu balanço em cerca de R$11,5bilhões.
Sob o comando de Vorcaro, o Master operava com alto custo de captação. Após o BC cancelar a venda, foi revelado um suposto esquema de fraude bilionária com investimentos arriscados, resultando no maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcir credores, em meio a investigações da Polícia Federal sobre desvios e uso de documentos falsos.
Fonte: Com informações Correio Braziliense
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