Presidente diz que governo dos EUA tem agido como imperador, ameaçando o mundo inteiro. Ele enfatiza que nação brasileira é aberta ao diálogo, mas não aceita ser tratada como subalterna
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou uma reunião ministerial, para ajustar os rumos do governo a pouco mais de um ano das eleições. Até o slogan da gestão mudou: sai "Brasil, União e Reconstrução" e entra "Governo do Brasil do lado do Povo Brasileiro". O Planalto quer aproveitar o impulso que o chefe do Executivo teve na popularidade, enfrentando o tarifaço dos Estados Unidos e reforçando o discurso de soberania.
Pesquisas de opinião recentes mostram um aumento na aprovação de Lula, o que não ocorria desde o fim do ano passado. O presidente vê brecha para chegar com maior folga à disputa das eleições no ano que vem. Segundo fontes palacianas ouvidas pelo Correio, a mudança do slogan se deu por entendimento de que a ideia de um Brasil em união e reconstrução já foi consolidada, e a imagem de um governo próximo ao povo enfatizará as ideias de soberania e justiça social.
Lula conduziu o encontro com seus 38 titulares durante pouco mais de três horas e discursou duas vezes — na abertura e no encerramento. Todos os ministros receberam um boné azul com a frase "O Brasil é dos Brasileiros", adotado no início do ano em resposta ao alinhamento da oposição com o governo de Donald Trump. Apenas a abertura do encontro foi transmitida.
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Lula dedicou boa parte de sua fala para criticar as ações de Trump e da família Bolsonaro. "A última novidade é a posição do governo dos Estados Unidos, que tem agido como se fosse imperador do planeta Terra. É uma coisa descabida", declarou o presidente. "Ele (Trump) continua fazendo ameaças ao mundo inteiro. Ontem (anteontem), publicou uma nota ameaçando outra vez, que quem mexer nas big techs deles vai sofrer as consequências. Ele ameaça qualquer país", acrescentou.
Também em referência às plataformas, o petista afirmou que quem quiser entrar no território brasileiro tem de prestar contas à Constituição. Mencionando o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), principais negociadores para tentar aliviar a sobretaxa, ressaltou que o Brasil está disposto a negociar "qualquer tópico", mas que não aceita ser tratado como subalterno.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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