17 de Abril de 2026

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Política - 16/04/2026

Lula critica Trump e diz que ex-presidente não é 'imperador do mundo'

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Foto: Reprodução/Google

Presidente brasileiro cobra reforma do Conselho de Segurança da ONU e comenta sobre relações com Cuba e eleições de outubro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou Donald Trump por “ameaçar outros países com guerra o tempo todo” e afirmou que o ex-presidente americano “não foi eleito imperador do mundo”. As declarações foram dadas em entrevista publicada nesta quinta-feira, 16, pela revista alemã Der Spiegel, no mesmo dia em que Lula embarcou para um giro diplomático na Europa, incluindo uma etapa de dois dias na Alemanha.

 

Lula critica Trump por ameaças de guerra e questiona papel do ex-presidente americano no cenário global. O presidente brasileiro defende a reforma do Conselho de Segurança da ONU e critica a atuação dos membros permanentes. Lula aborda relações com Cuba, a potencial candidatura à reeleição em outubro e um episódio diplomático com o chanceler alemão Friedrich Merz.

 

Durante a entrevista, Lula foi questionado sobre o futuro do multilateralismo em um mundo envolvido em disputas entre potências como China, Rússia e Estados Unidos. “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ficar ameaçando outros países com guerra o tempo todo. Precisamos colocar este mundo em ordem, que está prestes a se transformar em um campo único de batalha”, declarou o líder brasileiro.

 

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O papel do Conselho de Segurança da ONU

 

 

 


Lula também revelou ter solicitado a Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron – líderes de China, Rússia e França, respectivamente, a quem chamou de “meus amigos” – a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU. O objetivo seria instar Trump a discutir o conflito no Irã, mas, segundo Lula, ninguém “deu ouvidos”.

 

“É como se estivéssemos à deriva em alto mar, em um navio sem capitão”, afirmou o presidente da República. Ele enfatizou que “não pode ser que Trump comece uma guerra com o Irã e que quem acabe pagando a conta dessa guerra sejam os pobres da África ou da América Latina, que terão de gastar mais dinheiro com feijão, carne e verduras”. O presidente sugeriu que o secretário-geral da ONU, António Guterres, deveria “convocar imediatamente uma Assembleia Geral Extraordinária para que Trump, Putin e os outros prestem contas”.

 

Por que o Conselho de Segurança da ONU precisa ser reformado?

 


Outra crítica de Lula foi direcionada à composição do Conselho de Segurança da ONU, que, para o chefe do Executivo brasileiro, deveria ser alterada “imediatamente”. Ele defendeu a inclusão de membros permanentes de regiões como África, Oriente Médio, além do próprio Brasil ou da Alemanha. “A Carta das Nações Unidas estabelece que o Conselho de Segurança foi criado para preservar a paz no mundo. Como você pretende explicar a alguém que, justamente, os cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) são os maiores produtores de armas? São eles que possuem armas nucleares e travam guerras”, criticou Lula.

 

O presidente ainda citou exemplos: “A França e o Reino Unido intervieram na Líbia, os EUA invadiram o Iraque, a Rússia atacou a Ucrânia, Israel é responsável pela destruição de Gaza – e agora os EUA e Israel estão em guerra contra o Irã”, afirmou o presidente.

 

Petrobras e as relações com Cuba

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 


Questionado pelos jornalistas alemães sobre uma potencial ajuda energética brasileira a Cuba, o presidente apontou que não enviou petróleo e derivados para auxiliar o país caribenho. A justificativa foi que a medida, diante da atual crise energética e da pressão dos Estados Unidos, poderia ter consequências negativas para a Petrobras em Wall Street, onde a empresa é listada na bolsa de valores de Nova York. “Nossas relações com Cuba são tão boas que os cubanos nos deram a entender: Lula não deve tomar nenhuma medida que prejudique o Brasil”, disse ele. O presidente acrescentou, no entanto, que pode enviar “medicamentos e alimentos” e que é preciso “ajudar Cuba a se tornar independente do petróleo”.

 

Cenário político e candidatura à reeleição

 


Na conversa, o petista também não confirmou que irá concorrer à reeleição em outubro, condicionando a decisão à convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), apesar de admitir que está se “preparando” para a missão. “Estou com a cabeça e o corpo 100% em forma. Quero viver até os 120 anos”, declarou Lula à Spiegel. Sobre a disputa com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que apareceu, nesta semana, à frente do atual presidente nas pesquisas Datafolha e Quaest, Lula disse que respeitará as urnas, caso seja derrotado. “Quando o povo toma uma decisão, seja ela de direita, de esquerda ou do centro, temos de aceitar o resultado.”

 
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“O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, venceremos esta eleição e garantiremos que nossa democracia se torne ainda mais sólida. Não há lugar aqui para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia. Essa ideologia de direita que domina o mundo não tem futuro. Em vez de ideias, ela só espalha ódio e mentiras”, disse Lula, defendendo a democracia. 

 

Fonte: com informações IstoÉ

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