22 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Política - 21/03/2023

Lula aposta de início em programas que valeriam a pena ter de novo

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Vale o que ele disse ao se eleger pela primeira vez: ?Não posso errar?

Lembra-se do “Mais Médicos”, programa que trouxe ao Brasil 11 mil médicos cubanos para trabalhar em municípios remotos onde os médicos brasileiros não queriam pôr os pés?

 

Em 2018, candidato a presidente, Bolsonaro antecipou que acabaria com o programa, e o fez. Disse em novembro:

 

“Nós não podemos botar gente de Cuba aqui sem o mínimo de comprovação de que eles realmente saibam o exercício da profissão. Você não pode, só porque o pobre que é atendido por eles, botar pessoas que talvez não tenham qualificação para tal”.

 

Veja também

 

Em reunião, governo decide elevar os juros do consignado do INSS, mas não define taxa

'O que importa é a nacionalidade do paciente', diz Lula ao relançar Mais Médicos

 

Lula lança programa de segurança focado em mulheres: “Estado não pode ser  omisso” | Metrópoles

 

Segundo pesquisa do Ipespe, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, 85% das pessoas atendidas pelo programa consideravam que a assistência médica melhorara.

 

Mike Pompeo, que foi diretor da CIA e secretário de Estado no governo de Donald Trump, afirma em livro de memórias que articulou o fim do programa no Brasil e de um similar no Equador.

 

Em tradução do jornalista Joaquim de Carvalho, Pompeo revela:

 

“Longe de executar algum tipo de programa de missão médica de boa vontade, Havana força os médicos cubanos a trabalhar no exterior e depois confisca até 90% de seus miseráveis salários. Decidimos tentar esmagar esse esquema e conseguimos que Brasil e Equador expulsassem milhares de médicos entre eles”.

 

Lula, ontem, relançou o programa criado em 8 de julho de 2013 pela presidente Dilma Rousseff. Justificou:

 

Lula é alvo de novo pedido de impeachment após dispensa de licitação |  Metrópoles

 

“Nesses 80 dias de governo, não temos feito outra coisa a não ser tentar recuperar tudo aquilo que tinha sido feito de bom, que tinha dado certo, e que foi destruído. É como se você voltasse de férias e tivesse ocorrido um terremoto na sua casa”.

 

“Estamos colocando cada peça no lugar outra vez, preparando o país para o próximo período. Quando completarmos 100 dias, nós já teremos recolocado na prateleira todas as políticas públicas que nós criamos e que deram certo nesse país”.

 

Lula tem pressa. Quer mostrar ao fim dos primeiros 100 dias de governo que a tentativa fracassada de golpe em 8 de janeiro não o impediu de agir. Na semana passada, comentou com ministros:

 

“[O mandato é] muito curto. Nós não temos muito tempo para ficar pensando no que fazer, temos que fazer”, anotou o jornalista Bernardo Mello Franco.

 

Em fevereiro, Lula relançou o Minha Casa Minha Vida. No início de março, recriou o Bolsa Família. Na semana passada, ressuscitou o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania.

 

Lula lança novo Bolsa Família e pede fiscalização para programa “chegar a  quem precisa” | Metrópoles

 

Resgatar programas que deram certo é visto por muitos como falta de imaginação ou prova de que Lula olha para o país pelo retrovisor, sem se dar conta de que o mundo, hoje, é outro.

 

Pode ser que seja isso – ou não. A recente pesquisa Ipec (ex-Ibope) conferiu que o Brasil continua polarizado por Lula e Bolsonaro. Pouco mudou depois das eleições de outubro último.

 

Lula sabe que deverá seguir assim por um tempo indefinido, e que o quadro econômico que herdou de Bolsonaro é muito mais adverso do que o que ele enfrentou em 2003 e em 2007.

 

Sem marca nos 100 dias de governo, Lula reembala programas Bolsa Família e  Minha Casa, Minha Vida - Folha PE

Fotos: Reprodução

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Faz sentido, pois, que queira, primeiro, reforçar a fidelidade dos que o apoiaram há cinco meses, enquanto monta sua base de sustentação no Congresso, sem a qual não irá a lugar algum.

 

Ao assumir a Presidência da República pela primeira vez, ele disse que não poderia errar, que estava proibido de errar. A sentença não perdeu validade desde então, e ela o impede de dormir bem.

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.