20 de Abril de 2026

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Política - 21/07/2025

Lula afirma que manutenção da democracia exige superar desigualdades sociais

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Foto: Reprodução/Gov.com

No Chile, como parte da reunião de alto nível Democracia Sempre, presidente brasileiro diz que a defesa da liberdade de todos exige compromisso na distribuição de renda. Leia discurso na íntegra

Os presidentes brasileiro, chileno, uruguaio e colombiano, e o primeiro-ministro espanhol, fizeram comunicado à imprensa na tarde desta segunda, 21/7, como parte da reunião de alto nível Democracia Sempre, realizada na capital do Chile, Santiago.

 

Como fez em outras ocasiões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que a persistência das desigualdades sociais é terreno fértil para o surgimento de forças extremistas reacionárias. Lula defendeu que a manutenção e fortalecimento da democracia exige que todos os segmentos sociais, incluindo os super-ricos, trabalhem pelo bem-estar comum.

 

Reconhecemos a urgência de lutar contra todas as formas de desigualdade. Não há justiça em um sistema que amplia benefícios para o grande capital e corta os direitos sociais. O salário médio global de um presidente de multinacional é 56 vezes maior do que o de um trabalhador. Políticas de austeridades obrigam o mundo em desenvolvimento a conviver com o intolerável: 733 milhões de pessoas passam fome todos os dias", disse Lula, durante seu discurso.O presidente destacou que o mundo assiste à uma ofensiva do extremismo de direita, que flerta com o fim da democracia e das liberdades individuais. Enfrentar essa ofensiva exige união de forças políticas democráticas e precisa do multilateralismo como ferramenta internacional.

 

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Tanto no plano interno quanto internacionalmente, é preciso que haja desconcentração de renda e que os super-ricos deem sua contribuição, disse Lula."A Aliança contra a Fome e a Pobreza, lançada pela presidência brasileira do G20 no ano passado, busca superar definitivamente esse flagelo. A justiça tributária é outro passo para recolocar a economia a serviço do povo. Os super-ricos precisam arcar com a sua parte nesse esforço", destacou.

 

"Só o combate às desigualdades sociais, de raça e de gênero, pode resgatar a coesão e a legitimidade das democracias. A crise ambiental introduz novas formas de exclusão, com os impactos desproporcionais para os setores mais vulneráveis. Sem um novo modelo de desenvolvimento, a democracia seguirá ameaçada por aqueles que colocam seus interesses econômicos acima dos da sociedade e da pátria". Lula pregou união entre todos os setores para defender o Brasil e os demais países do que chamou de "práticas intervencionistas", em alusão indireta ao tarifaço de Donald Trump e à tentativa do presidente dos Estados Unidos de interferir nos processos políticos brasileiros.

 

"Nesse momento em que o extremismo tenta reeditar práticas intervencionistas, precisamos atuar juntos. A defesa da democracia não cabe somente aos governos. Requer participação ativa da academia, dos parlamentos, da sociedade civil, da mídia e do setor privado", advertiu o presidente.

 

Passado sombrio

 

 

Foto: Reprodução/Google

 

Lula recordou que, em passado não tão distante - anos 1960 a 1980 - a América do Sul vivenciou ditaduras que não deseja ver repetidas. "Este encontro no Palácio de La Moneda, ao lado dos presidentes Boric, Pedro Sanchos, Petro e Amandou, tem uma simbologia muito especial. Aqui, a democracia chilena sofreu um dos atentados mais sangrentos da história da América Latina. Nossos países conhecem de perto os horrores das ditaduras que mataram, perseguiram e torturaram", discursou, lembrando o golpe que vitimou o presidente eleito Salvador Allende e custou a morte de chilenos pelas décadas seguintes, assim como o fim das liberdades individuais e coletivas em todos os países da região.

 
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"O caminho para a conquista da democracia e da liberdade foi longo. Democracias não se constroem da noite para o dia. Zelar pelos interesses coletivos é uma tarefa permanente", completou. Os presidentes do Uruguai, Yamandú Orsi, da Colômbia, Gustavo Petro, do Chile, Gabriel Boric, e o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também discursaram.

 

Fonte: com informações Gov

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