20 de Abril de 2026

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Política - 27/06/2025

Lula, sobre o futuro da Favela do Moinho: "Sem pisotear o sangue de pobres"

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Foto: Reprodução/Gov.com

Presidente da República foi à comunidade no centro da capital paulista. Lula anunciou projeto federal que garante moradia para as pessoas que enfrentavam ameaça de despejo e violência policial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na tarde da quinta, 26/6, a Favela do Moinho, na região central da capital paulista, para anunciar e assinar uma solução habitacional para as 900 pessoas que lá vivem. O Governo Federal vai garantir R$ 180 mil para cada família poder comprar um imóvel e R$ 1 mil mensais para o aluguel provisório, enquanto as novas casas não forem adquiridas. Para a compra dos novos imóveis, o governo estadual paulista vai contribuir com R$ 70 mil, somando R$ 250 mil.

 

Naquele local, o governo paulista pretende construir um parque. Para tanto, houve tentativas recentes de desalojar as famílias, com ações policiais que, segundo denúncias de representantes da comunidade e de registros da imprensa, envolveram violência. Por mais que seja bonito um parque, ele não pode ser feito às custas do sofrimento de um ser humano", disse Lula, dirigindo-se à comunidade, reunida em uma quadra de futebol de salão, no centro da favela.

 

"É importante que as pessoas que querem visitar esse parque e brincar e passar domingo nesse parque, não venham pisotear sangue de pobres que aqui foram agredidos. [Nós] vamos fazer com decência e com muita dignidade", completou o presidente.

 

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Lula estava acompanhado da primeira-dama Janja e de um grupo de ministros. Antes de se dirigir ao público reunido na quadra, Lula visitou casas e conversou com moradores e lideranças comunitárias.A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, antecendendo a fala de Lula, explicou que aquela área onde está a favela não tinha propriedade definida, em função de disputas judiciais com a antiga companhia que operava a estrada de ferro. Um trecho da linha de trem passa próximo à favela.

 

 

Foto: Reprodução

 

Recentemente, foi reconhecida judicialmente a propriedade da União, o que permitiu que o atual Governo Federal decidisse doar a área para o governo paulista, liberando-a para a pretendida construção do parque.No entanto, segundo afirmou Lula, o Governo Federal só vai efetivar a transferência do terreno quando o acordo com as autoridades estaduais estiver cumprido e condições dignas de mudança de endereço dos moradores estiveram garantidas.

 
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"Quando estiver tudo pronto, tiver certa casa que vocês vão comprar, tiver certo aluguel que você tem que pagar antes do apartamento de vocês saírem, aí a gente faz a cessão definitiva para o governo do Estado", disse Lula. A líder comunitária Flávia da Silva, que falou em nome dos moradores, disse que ela e seus vizinhos "apanharam", referindo-se à violência policial, mas que venceram. "A repressão policial que a gente passou aqui, a opressão. Não houve diálogo, houve agressão", disse ela, completando que "a polícia que o Tarcísio [de Freitas, governador] mandou aqui não foi para nos defender". Segundo Flávia, "foi por isso que a gente pediu 'socorro, presidente Lula', senão a gente ia ser massacrado aqui dentro". 

 

Fonte: com informações Gov

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