Presidente afirma estar preocupado em evitar que o preço dos alimentos prejudique o povo e ressalta que o governo busca formas de reduzir o valor dos produtos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a inflação está "razoavelmente controlada", mas admitiu apreensão com o alto preço de diversos produtos, como alimentos e combustíveis.
"Nós levamos ela (a inflação) muito a sério, e eu acho que ela está razoavelmente controlada", enfatizou, nesta quarta-feira, em entrevista a um pool de rádios de Minas Gerais. "A nossa preocupação é apenas evitar que o preço dos alimentos continue prejudicando o povo brasileiro, e é por isso que nós temos feito reuniões sistemáticas com os setores que estão, na nossa visão e na visão dos pesquisadores, mais altos."
Lula discutiu o tema na terça-feira com o Ministério da Fazenda e disse que vai se reunir, nos próximos dias, com os produtores de carnes, um dos alimentos que mais aumentaram, com alta de 20% no ano passado. O café também subiu, quase 40%, no mesmo período.Ele disse estar confiante de que o governo vai conseguir reduzir os preços e frisou que "a economia está bem". "Temos consciência de que nós vamos baixar a inflação, que vamos baixar o custo de vida e que a cesta básica vai ficar mais acessível ao povo brasileiro, porque é isso que o povo precisa: alimento barato e de qualidade na mesa", reforçou.
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Foto: Reprodução/Google
A escalada de preço de alimentos tem impactado diretamente a população e, por consequência, a popularidade do chefe do Executivo.Golpistas
Na entrevista, que durou mais de 45 minutos, o presidente comentou sobre os projetos da oposição para anistiar golpistas do 8 de Janeiro e para alterar a Lei da Ficha Limpa, reduzindo a pena de inelegibilidade de oito para dois anos. Com ambas as propostas, a intenção é beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e tentar reverter a punição imposta a ele pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — o ex-chefe do Executivo foi proibido de concorrer a cargos eletivos até 2030.
"Eu acho que quem tentou dar um golpe, quem articulou, inclusive, a morte do presidente, do vice-presidente e do presidente do tribunal eleitoral, não merece absolvição", ressaltou. "A verdade, só o Bolsonaro sabe. Se ele quis dar golpe, ele sabe que quis dar. Por isso que ele fugiu para Miami. Se ele não fosse um homem que tivesse preparado toda essa podridão de comportamento, ele teria ficado, teria dado posse, como qualquer ser humano civilizado faria. Mas ele, não."
Sobre a reforma ministerial, que tem sido debatida internamente pelo governo, Lula frisou que "não tem pressa" para definir as mudanças, mas que deve fazer ajustes na equipe. Citando o PSD, comentou que ainda vai ouvir os partidos integrantes da base do governo para decidir o que fazer. O Planalto discute uma reforma ministerial que reflita o novo arranjo das forças políticas após as eleições municipais do ano passado e que forme alianças para o pleito de 2026.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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