18 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 04/05/2025

Litopedia: condição rara calcifica o feto dentro do corpo da mãe

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Foto: Reprodução/Google

A litopedia, popularmente conhecida como ?bebê de pedra? é uma ocorrência pouco comum.

Nosso corpo surpreende de diversas formas, tanto para o bem, como para o mal. Recentemente, uma idosa de 81 anos descobriu que carregava um “bebê de pedra” por mais de cinco décadas. Ela deu entrada no hospital com um quadro de infecção grave e a equipe médica descobriu o feto calcificado. A mulher morreu em decorrência de uma infecção generalizada, que ocorreu a partir de uma infecção urinária.

 

Trata-se de litopedia, uma condição em que a mulher sofre um aborto, mas o feto não é expelido. A condição extremamente rara é consequência de uma gravidez ectópica (gestação em que o óvulo fertilizado é implantado fora do útero) que evolui para morte fetal e calcificação.

 

Em 2023, outra história com um desfecho triste foi o de uma mulher congolesa de 50 anos que morreu após carregar um feto de 28 semanas por nove anos. Nesse período, o cadáver se calcificou e provocou sintomas desconfortáveis na mulher. Ela chegou a se queixar de dores no abdômen e problemas de digestão, que também geravam barulhos após uma refeição.

 

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Após a anamnese, a mulher realizou exames diversos, incluindo os de imagem, que identificaram uma massa densa no abdômen e de tamanho significativo. Medindo em torno de 15 cm x 20 cm, os médicos viram que se tratava de um feto que sofreu calcificação e se transformou em uma massa sem forma.

 

 

Paciente com litopedia foi julgada por equipe de saúde

 

 

 

No caso que ocorreu em 2023, a mulher foi mãe de oito crianças, mas três delas não sobreviveram ao pós-parto. A nona gravidez não chegou ao fim, com morte intrauterina com 28 semanas. Na época, os médicos recomendaram que ela tentasse eliminar o feto em casa. No entanto, se não houvesse êxito, ela deveria retornar duas semanas depois.

 

A tentativa de um “parto” natural não deu certo, o que fez com que a mulher buscasse ajuda médica novamente. Todavia, ao invés de receber apoio profissional, a paciente foi hostilizada e acusada de negligenciar a saúde, com uso de drogas e “má conduta”.

 

Com isso, se sentiu insegura em prosseguir com a remoção cirúrgica do feto e voltou para casa. Uma semana depois de passar pela primeira consulta para ingressar nos Estados Unidos, ela buscou novamente ajuda médica. Dessa vez, além dos sintomas prévios, a imigrante estava passando mal, com episódios incessantes de vômitos e náusea.

 

Recusa a tratamento resultou na morte da gestante

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Na emergência, a paciente fez outros exames que mostraram novamente o esqueleto do feto, mas constavam distensão e obstrução intestinal. Como resultado, precisou de internação, mas não quis ingerir os medicamentos, tampouco retirar o feto, pois não estava se sentindo “pronta”. Assim, os médicos não conseguiram ajudá-la e a mandaram para casa. A paciente não retornou ao hospital para receber assistência e morreu 14 meses depois.

 

Litopedia é rara, mas precisa de atenção médica

 

A litopedia, popularmente conhecida como “bebê de pedra” é uma ocorrência pouco comum. Alguns estudos já descreveram o fenômeno em pacientes com diversas idades, incluindo mulheres de 60 anos ou mais.

 
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Na maioria dos artigos, os autores relataram obstrução intestinal, mas algumas pacientes podem ficar assintomáticas por décadas, até que o feto comece a causar problemas. A anomalia geralmente é fruto de uma gravidez ectópica atípica, cujo bebê morre e o organismo o calcifica. Então, a mulher pode demorar anos para descobrir a situação, a não ser que faça consultas de rotina com frequência. 

 

Fonte: com informações Vitat

 

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