13 de Maio de 2026

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Geral - 12/02/2024

Lei do Amazonas que fixa cota para entrada de mulheres na Polícia Militar é inconstitucional, decide STF

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Foto: Reprodução

Votação, ocorrida no plenário virtual da corte, foi concluída nesta segunda-feira, 12, e foi unânime pela inconstitucionalidade do texto legislativo

Uma lei do Amazonas que destina 10% das vagas previstas em concurso público da Polícia Militar para as mulheres foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A votação, ocorrida no plenário virtual da corte, foi concluída nesta segunda-feira, 12, e todos os ministros seguiram o relator, ministro Cristiano Zanin. O g1 procurou o governo do estado e aguarda o retorno sobre a decisão do STF.

 

A ação havia sido proposta pela Procuradoria Geral da República (PGR) e, no curso do processo, a Defensoria Pública da União (DPU) chegou a defender a participação de mais mulheres nos quadros da corporação amazonense.

 

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No relatório, o ministro Zanin disse que a lei, criada com o intuito de favorecer o ingresso de mulheres nos quadros da PM, faz o contrário, ou seja, exclui o gênero da esmagadora maioria dos cargos disponíveis no órgão.

 

"[...] Ao estabelecer que, no mínimo, 10% das vagas oferecidas nos concursos para combatentes da Polícia Militar amazonense serão preenchidas por candidatas do sexo feminino, o dispositivo pode ser compreendido como autorização legal para que a participação de mulheres nos mesmos certames seja restrita e limitada a um percentual fixado nos editais dos concursos, impedindo-se que a totalidade das vagas sejam acessíveis por candidatas do sexo feminino", disse o ministro em seu relatório.

 

Ainda conforme o ministro, o estado não pode estabelecer qualquer discriminação injustificável contra as mulheres ao determinar as regras de um concurso público.

 

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"Ao contrário, interpretada em conjunto com a Constituição Federal, que estabelece a proteção do mercado de trabalho da mulher, cabe ao Estado - por dever constitucional, repita-se - incentivar e fomentar medidas direcionadas à inserção das mulheres na vida pública e laboral, protegendo-as de todas as formas de discriminação". 

 

Fonte: com informações Portal G1

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