A palestra teve como objetivo principal introduzir aos alunos informações que busquem quebrar o ciclo de violência doméstica
A advogada Laura Fragata e a empresária e jornalista Maria Santana Souza foram convidadas pela Professora Lucilene Rodrigues para ministrar uma palestra para jovens e adultos no EJA Paulo Freire, localizado no centro de Manaus. O tema discutido foi " vioência doméstica".
A palestra teve como objetivo principal introduzir aos alunos informações que busquem quebrar o ciclo de violência contra a mulher através da informação e orientaqção jurídica .
Laura Fragata enfatizou que a escola busca ampliar o conhecimento dos alunos no contexto das novas aprendizagens, introduzindo a constante evolução de práticas exitosas dentro e fora de sala de aula. Isso faz emergir novas formas de elaboração de gêneros discursivos diante das práticas sociais na comunidade escolar.
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Maria Santana Souza, Laura Fragata e Professora Lucilene Rodrigues.
Durante a palestra, Laura Fragata abordou todos os tipos de violência doméstica, usando exemplos e demonstrando como começam os primeiros sinais do agressor, A advogada que atua com frequência na área de Direito de Família ainda, orientou o público feminino quanto as medidas protetivas e pedido de ajuda universal. Ela destacou a importância da conscientização contra a violência doméstica e a necessidade de quebrar o ciclo de violência.
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Laura Fragata e Maria Santana aproveitaram a prsença também do público masculino e abordaram a necessidade do respeito que o homem deve ter pelas mulheres e a necessidade de quebrar esse ciclo de violência, as palestrantes passaram um vídeo de concientização feito por homens, situação na qual despertou a atenção de todos que se faziam presentes no evento.
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Maria Santana, empresária e jornalista de vasta experiência que utiliza do jornalismo para trazer informação a mulher amazõnica, por sua vez, focou nas consequências que o homem pode sofrer quando comete agressão contra a mulher. Ela ressaltou que quando um homem pratica violência doméstica na sociedade, ele pode enfrentar várias consequências, que incluem:
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Consequências Legais: A violência doméstica é um crime e pode resultar em punições legais, incluindo prisão, multas, ordens de restrição e perda de direitos, como a custódia dos filhos.
Consequências Sociais: A violência doméstica pode levar ao isolamento social do agressor. Amigos, familiares e a comunidade podem se distanciar do indivíduo, resultando em uma perda de suporte social.
Consequências Psicológicas: O agressor pode enfrentar consequências psicológicas, como sentimento de culpa, vergonha e baixa autoestima.
Consequências Econômicas: As consequências econômicas podem incluir perda de emprego ou dificuldades em encontrar um novo emprego devido à mancha criminal.
“É importante lembrar que a violência doméstica é inaceitável e prejudicial não apenas para a vítima, mas também para o agressor e para a sociedade como um todo”, ressalta Maria Santana. Laura também destacou a lei que regulamenta a violência doméstica no Brasil, Lei Maria da Penha (11.340/2006) criada para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabelece medidas de assistência e proteção.
A palestra foi um passo importante na luta contra a violência doméstica, proporcionando aos alunos do EJA de Manaus uma compreensão mais profunda do assunto e das leis que protegem as vítimas.
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A advogada Laura Fragata pontuou as estatísticas que refletem essa realidade da violência doméstica no Brasil. “O Brasil registrou 1.463 casos de feminicídio em 2023, o que representa um aumento de 1,6% em relação a 20221. Isso equivale a cerca de 1 caso a cada 6 horas”, ressalta Laura.
A pesquisa do DataSenado apontou que 3 a cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica. A violência psicológica é a mais recorrente (89%), seguida pela moral (77%), pela física (76%), pela patrimonial (34%) e pela sexual (25%).
Professores e professoras da instituição
Segundo outra pesquisa, 68% das brasileiras conhecem uma ou mais mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar, enquanto 27% declaram já ter sofrido algum tipo de agressão por um homem. De acordo com a mesma pesquisa, 18% das mulheres agredidas por homens convivem com o agressor.
Essas estatísticas destacam a necessidade urgente de ações efetivas para combater a violência doméstica no Brasil. A palestra também trouxe as estatísticas violência doméstica no estado do Amazonas. Em 2022, o Amazonas registrou 4.691 casos de violência contra a mulher, sendo a maioria na faixa etária dos 10 aos 14 anos (26,1%).
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No ano anterior, em 2021, o estado observou um crescimento de 34% na notificação de crimes de violência doméstica contra mulheres, com 25.132 ocorrências registradas, cerca de 6 mil casos a mais que em 2019. Segundo o relatório da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), o tipo de violência que as mulheres mais sofrem no Amazonas é a física (39,3%), seguida de sexual (21,5%) e da psicológica moral (11,2%).
Esses dados ressaltam a necessidade de políticas públicas efetivas e ações de conscientização para combater a violência doméstica no Amazonas. Para finalizar, as palestrantes deixaram uma mensagem a todos os presentes, destacando que nenhuma mulher deve sofrer em silêncio. Se alguém estiver passando por uma situação de violência doméstica, elas enfatizaram que há ajuda disponível.
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Laura Fragata, Maria Francisca Almeida, pedagoga do EJA, professor
Macyel Cardoso, Maria Santana Souzae a coordenadora
do evento profesora Lucilene Rodrigues
Existem inúmeras organizações e serviços que oferecem apoio, desde aconselhamento até abrigo seguro. Elas lembraram a todos que a violência doméstica é um crime e não é culpa da vítima. Cada pessoa tem o direito de viver uma vida livre de violência e medo. Elas encorajaram a todos a não hesitarem em buscar ajuda. A voz de cada um importa, a vida de cada um importa. Juntos, podemos combater a violência doméstica e criar um futuro mais seguro para todos.
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(Fotos: Divulgação)
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