?Esse encontro foi marcado por muita alegria, porque cada mulher que estava ali carrega em si um universo de vivências, e juntas, formamos uma constelação de resistência e acolhimento?, destacou Daniele, emocionada com a receptividade do público.
O Amazonas Shopping foi palco de um encontro que ultrapassou a tela do cinema. Organizado com carinho e sensibilidade pela ativista Daniele Veiga, o evento reuniu mulheres incríveis para uma sessão especial do filme “Câncer com Ascendente em Virgem”. Mais que uma exibição, foi um verdadeiro abraço coletivo, cheio de emoção, escuta e acolhimento.
“Esse encontro foi marcado por muita alegria, porque cada mulher que estava ali carrega em si um universo de vivências, e juntas, formamos uma constelação de resistência e acolhimento”, destacou Daniele, emocionada com a receptividade do público.
O longa, dirigido por Rodrigo de Oliveira, com produção de Clélia Bessa, é um filme manifesto, um retrato íntimo e potente de mulheres que decidiram transformar suas histórias de luto em memória e afeto. São cinco relatos reais de mulheres que perderam seus companheiros para o câncer, narrados com uma força silenciosa que só quem viveu pode expressar.
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“A gente está falando de luto, de perda, de ausência e de dor, mas também está falando de superação, de continuidade e de legado. As falas dessas mulheres são carregadas de força, de energia vital”, afirma a produtora Clélia Bessa, que abraçou o projeto com o coração. Durante o encontro, o público amazonense se emocionou com cada história, cada silêncio e cada palavra dita com verdade. O filme é uma delicada costura entre o documental e o poético, onde o amor continua mesmo após a despedida.
Suzana Pires, que acompanhou o projeto de perto, destacou:
“É um filme que escancara a potência do feminino. O que mais me tocou foi ver o quanto essas mulheres passaram a ser protagonistas das suas próprias vidas depois da perda.” A consagrada atriz Marieta Severo também compartilhou sua emoção:
“Esse filme é muito necessário, porque nos ensina sobre a escuta. É um convite a ouvir com o coração aberto. É um ato de resistência e de amor.”
Fabiana Karla, outra voz que se juntou à rede de apoio ao filme, completou:

“Esse filme é sobre mulheres que não se deixaram vencer pela dor. Elas transformaram a dor em algo bonito. E isso é de uma grandeza imensa.”
O Portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast, que têm acompanhado e fortalecido tantas histórias de superação no Norte do país, aplaudiram de pé essa produção. O filme é mais do que cinema — é cura coletiva, é voz para quem tanto calou, é luz para quem já andou no escuro.

Fotos: Divulgação
Ver essas histórias sendo contadas com tanta verdade e sensibilidade é motivo de orgulho profundo. Cada mulher que compartilhou sua trajetória no filme nos lembra que a dor pode ser solo fértil para renascimentos — e que, sim, é possível se reerguer com dignidade, beleza e força.
Porque quando uma mulher se levanta, ela leva muitas outras com ela. E Câncer com Ascendente em Virgem é exatamente isso: um filme que nos levanta juntas.
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