04 de Junho de 2026

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Direitos da Mulher - 03/04/2026

Lançado projeto 'Meninas de Luta: Voz, Força e Autonomia' para enfrentar a violência de gênero

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Foto: Divulgação

Iniciativa será desenvolvida em nove campus do IFRN no estado: Currais Novos, João Câmara, Lajes, Mossoró, Pau dos Ferros, Santa Cruz, São Gonçalo do Amarante, São Paulo do Potengi e Zona Norte

O Ministério das Mulheres lançou, no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), no campus João Câmara, o projeto “Meninas de Luta: Voz, Força e Autonomia”, com foco na prevenção e no enfrentamento da violência de gênero. A cerimônia foi marcada também pela assinatura de um documento que formaliza o compromisso do Instituto com o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio.

 

Voltado a estudantes do IFRN e suas mães ou responsáveis, o projeto “Meninas de Luta”, coordenado pelo Ministério das Mulheres, combina formação em defesa pessoal, ações socioeducativas e apoio psicossocial, com o objetivo de promover a autonomia e a segurança de meninas e mulheres. Cada dupla selecionada (aluna e mãe ou responsável) recebe uma bolsa mensal no valor de R$ 300. O projeto também busca disseminar informações e fortalecer uma cultura de prevenção à violência nos espaços educacionais, promovendo cidadania e protagonismo feminino.

 

O “Meninas de Luta: Voz, Força e Autonomia” será desenvolvido em nove campi do IFRN no estado: Currais Novos, João Câmara, Lajes, Mossoró, Pau dos Ferros, Santa Cruz, São Gonçalo do Amarante, São Paulo do Potengi e Zona Norte, com articulação, acompanhamento e monitoramento centralizados no Campus João Câmara, ponto focal da iniciativa. Representando o Ministério das Mulheres, a diretora da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Terlúcia Silva, destacou o caráter preventivo e o alcance do projeto. “O Meninas de Luta tem um apelo muito forte, pois trabalha na perspectiva da prevenção da violência, promovendo o fortalecimento de meninas e mulheres em nove campi do IFRN”, afirmou.

 

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Segundo a diretora, um dos diferenciais do projeto é a articulação com as famílias das estudantes, que também aprendem a reconhecer e agir diante de situações de violência de forma mais empoderada. “Além da prevenção, há a perspectiva da autodefesa feminina, contribuindo para o fortalecimento das meninas nesse campo também”, explicou.

 

Mobilização e engajamento: “Mulheres Vivas”

 


A cerimônia de lançamento reuniu autoridades, estudantes e a comunidade acadêmica, em um ambiente marcado por emoção e engajamento. A programação contou com exibição de vídeos com mensagens de mulheres públicas contra o feminicídio — como a ministra do STF, Cármen Lúcia —, além de apresentações artísticas realizadas por estudantes. Frases como “Viva as Mulheres, Mulheres Vivas!” e “Homem que é bom de verdade tem que ter dignidade” marcaram o evento, que também incluiu a execução do Hino Nacional.

 

“Tenho medo de sair de casa e ser a próxima vítima” Sentir-se segura para andar nas ruas sem medo de ser agredida é o que mais motiva a estudante do IFRN, Maria Camily Barbosa, de 17 anos, a participar do projeto. “Os casos de feminicídios são assustadores, é de dar medo, medo de sair de casa e ser a próxima vítima, ou então alguém de sua família. O maior proveito que podemos tirar desse curso é nos proteger e proteger as mulheres à nossa volta”, afirmou. Segundo a jovem, ter a mãe como dupla lhe traz mais conforto e segurança. “Ter minha mãe participando desse projeto é muito importante para mim, porque ela também vai saber o que fazer caso esteja andando sozinha na rua e alguém possa chegar, ela vai saber lidar com isso”, disse.

 

“Espero conhecer mais os meus direitos” Para Maria Fernanda Cândida Sousa dos Santos, outra aluna do Instituto, o projeto representa uma oportunidade de fortalecimento pessoal. “Espero sair do projeto me sentindo mais segura e conhecendo mais os meus direitos. Também acho importante a presença familiar, isso me incentiva a continuar no projeto, que é tão essencial para nós, mulheres”, disse.

 

Fortalecimento de vínculos

 

Fotos: Divulgação


De acordo com a coordenadora do projeto no IFRN, Liaria Nunes, a iniciativa aposta no fortalecimento dos vínculos familiares como estratégia de proteção. “A gente está também fortalecendo vínculos familiares e fazendo com que essa disseminação do conhecimento em torno da violência de gênero seja mais potencializada dentro do Estado”, disse. A secretária estadual da Mulher, Juventude e Igualdade Racial, Júlia Arruda, enfatizou a importância da articulação institucional e afirmou que a iniciativa materializa essa parceria, com apoio do Ministério das Mulheres. Ela também expressou o desejo de um futuro “em que meninas não precisem se defender”. A diretora do IFRN no Campus João Câmara, Gilmara Freire ressaltou a estrutura formativa do projeto, que vai além da defesa pessoal e inclui ações voltadas ao empreendedorismo e ao empoderamento feminino.

 

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Adesão ao Pacto Brasil contra o Feminicídio


Já o reitor do IFRN, José Arnóbio, ressaltou a necessidade do engajamento coletivo, especialmente dos homens, na transformação dessa realidade, defendendo a união entre homens e mulheres para enfrentar e zerar os índices de violência. No final da cerimônia, foi elaborado um documento em que o IFRN se compromete com as diretrizes do Pacto Brasil dos Três Poderes de enfrentamento ao Feminicídio, lançado pelo governo federal em 4 de fevereiro deste ano.

 

Fonte: com informações da Agência Gov 

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