06 de Maio de 2026

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Elas nos inspiram - 10/10/2024

Karla Lessa Alvarenga Leal: conheça a história da comandante do Batalhão de Operações Aéreas

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Foto: Reprodução/Google

Há 22 anos no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a tenente-coronel Karla Lessa Alvarenga Leal, de 41 anos, atual Comandante do Batalhão de Operações Aéreas

Cada vez mais, a famosa frase “lugar de mulher é onde ela quiser” é amplificada em seu sentido prático. No mercado de trabalho, em especial, são poucas as ocupações antes predominantemente masculinas em que ela ainda não tenha aberto espaço e mostrado seu valor. Os desafios pela equidade permanecem grandes, mas passos importantes estão sendo dados, protagonizados por profissionais que não se intimidaram com os estereótipos, se qualificaram para a posição que desejavam e hoje estão em ambientes pouco comuns entre as mulheres. 

 

Há 22 anos no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a tenente-coronel Karla Lessa Alvarenga Leal, de 41 anos, atual Comandante do Batalhão de Operações Aéreas, foi a primeira mulher comandante de helicóptero do Corpo de Bombeiros no Brasil.Seu dia a dia realizando resgates, além de ser desafiador física e emocionalmente, é bastante arriscado. “Muitas vezes, utilizamos a aeronave em situações extremas. Isso exige boa habilidade do piloto, tomada de decisão eficiente e trabalho em equipe de alto nível para que não haja erros e aconteça um acidente”, comenta.

 

Depois de anos em atividades próprias de um bombeiro, como salvamentos, combate a incêndios e resgates em locais de difícil acesso, a vontade de continuar ajudando diretamente a população foi o que a motivou a virar piloto. “Com o tempo, o oficial vai ganhando outras colocações e tende a ficar em funções mais tranquilas, administrativas. Mas eu não, eu queria atender as pessoas de perto”, conta a tenente-coronel.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

Ela cita, como um dos resgates mais marcantes da sua carreira, o episódio em que uma equipe de colegas bombeiros, a caminho do sul de Minas, se envolveu em um grave acidente automobilístico. Um deles ficou preso às ferragens e foi necessário apoio com o helicóptero comandado por ela. “Atuar no salvamento de uma pessoa que é próxima, do trabalho, é difícil, exige muito da parte emocional para que o atendimento seja o melhor possível.”

 
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Amplamente reconhecida hoje por seu profissionalismo no comando de helicópteros, ela se recorda de que nem sempre foi assim. Logo depois de virar comandante, em 2015, era comum, quando saía da aeronave, as pessoas duvidarem de quem estava pilotando por ser mulher.“Estamos ainda em um momento de construção. Mas é muito mais comum hoje, do que há dez anos, encontrar mulheres exercendo diferentes profissões e cargos. O debate sobre isso nos fortalece e mostra que é possível ocupar qualquer função, desde que nos qualifiquemos e realmente aquilo se enquadre no nosso perfil”, analisa.

 

Fonte: com informações Portal Uol

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