Condução coercitiva de sócios da empresa à CPI das Pirâmides Financeiras está autorizada
A Justiça Federal proibiu que os donos da 123milhas, Ramiro Julio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira, saiam do Brasil antes de prestarem depoimento à CPI das Pirâmides Financeiras . Se os sócios não comparecerem à Câmara dos Deputados na data marcada, a Justiça também autorizou condução coercitiva.
A decisão foi proferida na sexta-feira 1º/09 pela 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, cidade onde fica a sede da empresa. O depoimento à CPI está previsto para acontecer na próxima quarta-feira 06/09.
"Eles têm o dever jurídico não só de comparecimento, mas também de fiel observância dos trâmites legais inerentes à convocação, não lhes sendo facultada a prerrogativa de a seu bel-prazer escolherem data de apresentação, pois, senão, eles teriam o condão de frustrar e dificultar as atividades investigativas da Comissão Parlamentar de Inquérito", disse o juíz Edison Grillo em sua decisão.
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123milhas diz não ter condição de pagar clientes agora
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A decisão judicial veio após os sócios da 123milhas faltarem duas vezes à CPI. No dia 29 de agosto, houve o argumento de que o advogado tinha outro compromisso no mesmo horário; no dia 30, alegaram ter que participar de reunião com o ministro do Turismo, Celso Sabino de Oliveira, para prestar esclarecimentos sobre o cancelamento de pacotes.
Em reunião com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) nesta sexta-feira, os donos da 123milhas disseram que a empresa "não tem condições" de pagar os clientes lesados agora."Eles dizem que se for para pagar agora não tem condição, por isso, querem apresentar um plano de ressarcimento, o mesmo plano que vão apresentar à juíza da recuperação judicial", disse o secretário nacional de Defesa do Consumidor, Wadih Damous.
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"Tudo aquilo que foi comercializado antes do pedido de recuperação judicial vai ser objeto da elaboração de um plano de ressarcimento, de pagamento", completou o secretário.A Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial da 123milhas na quinta-feira 31/09. Com isso, a empresa teve que divulgar lista de credores, apontando que deve mais de R$ 2,3 bilhões há cerca de 700 mil clientes, além de algumas empresas.
No dia 18 de agosto, a 123milhas informou que não vai honrar seus compromissos com os clientes e deixará de emitir passagens de viagens que deveriam acontecer entre setembro e dezembro deste ano. As passagens em questão são da categoria "Promo", que vendia pacotes mais baratos com datas flexíveis.
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Fotos: Reprodução/Google
De acordo com a 123milhas, os cancelamentos de viagens devem-se "à persistência de fatores econômicos e de mercado adversos, entre eles, a alta pressão da demanda por voos, que mantém elevadas as tarifas mesmo em baixa temporada, e a taxa de juros elevada".
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No dia 21 de agosto, Wadih Damous, disse que "a argumentação de que houve alteração no cenário econômico não é problema do consumidor", e que "os riscos do negócio pertencem à empresa que oferece os serviços".Para reembolsar os clientes lesados, a 123milhas não oferece a opção em dinheiro, mas apenas em vouchers para serem usados em outros produtos da empresa. A prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Fonte: com informações do Portal iG
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