27 de Junho de 2026

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Violência contra Mulher - 24/08/2022

Justiça Militar absolve PM que agrediu mulher em São Paulo

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Foto: Reprodução

A decisão foi tomada por um conselho de sentença formado por um juiz de direito e quatro oficiais da Polícia Militar (PM).

O soldado João Paulo Servato, acusado por quatro crimes após ser filmado pisando no pescoço de uma mulher em Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, foi absolvido pela Justiça Militar do estado por três votos a dois na terça-feira (23). A decisão foi tomada por um conselho de sentença formado por um juiz de direito e quatro oficiais da Polícia Militar (PM). O cabo Ricardo de Morais Lopes, parceiro do soldado Servato na ocorrência, também foi absolvido.


Os crimes contra a vítima, que tinha 51 anos na época, ocorreram em 30 de maio de 2020. A revelação, no entanto, só veio em julho após uma matéria sobre o caso produzida pelo Fantástico. Em relato ao programa “Encontro”, a mulher agredida disse ter achado que seria morta como George Floyd, vítima da violência policial dos Estados Unidos. “Eu estava no chão e lembrava daquela cena dele. Achei que iria morrer ali", compartilhou. Ainda, segundo ela, o policial responsável por imobilizá-la no chão apresentava um comportamento agressivo e estava “fora de si”.

 

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Em 2020, quando o vídeo da violência foi descoberto, os policiais foram afastados do serviço ativo da Polícia Militar. De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo, o soldado João Paulo Servato cometeu os crimes de lesão corporal, abuso de autoridade, falsidade ideológica e inobservância de regulamento. Já o cabo Ricardo de Morais Lopes foi denunciado pelas ações de falsidade ideológica e inobservância de regulamento.

 

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Fotos: Reprodução

 

Votaram a favor da condenação dos dois policiais, o juiz civil José Álvaro Machado Marques, além dee um dos oficiais da PM. Os três demais votos foram favoráveis ao soldado e ao cabo. O advogado da vítima, Felipe Morandini, informou que vai recorrer da sentença e classificou a absolvição como “absurda”. Por sua vez, João Carlos Campanini, responsável pela defesa dos policiais, argumentou que não foram cometidos crimes pelos seus clientes.

 

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A Justiça Militar marcou para a tarde da próxima terça-feira (30), uma nova audiência para a leitura e publicação da sentença, baseada nos votos dados na terça-feira (23). A decisão de absolvição, no entanto, já está tomada.

 

Fonte: Portal Tribuna do Norte

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