O juiz Pablo Llarena, responsável por este caso, ?emitiu hoje um documento no qual declara a anistia não aplicável ao crime de peculato
Um mês após aprovar a anistia para os independentistas catalães, o Supremo Tribunal espanhol recusou, nesta segunda-feira, 1º , concedê-la ao separatista catalão Carles Puigdemont, e manteve o mandado de prisão contra o ex-presidente regional que fugiu da Espanha.
O juiz Pablo Llarena, responsável por este caso, “emitiu hoje um documento no qual declara a anistia não aplicável ao crime de peculato” para o ex-presidente catalão Puigdemont e concorda em manter “os mandados de prisão nacionais”, indicou o tribunal em uma nota à imprensa.A ordem de prisão contra ele durante a tentativa de secessão da Espanha em 2017 continua em vigor, afirmou Llarena em sua decisão, a qual pode ser objeto de recurso nos próximos três dias.
A deliberação do Supremo Tribunal é um duro revés para a lei promovida pelo governo do socialista Pedro Sánchez e que deveria ter tido Puigdemont, que esperava retornar à Espanha após sete anos, como principal beneficiário.
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Foto: Reprodução/Google
Investigado por peculato, desobediência e terrorismo, este último por seu papel na onda de distúrbios e protestos em 2019 nas ruas catalãs, Puigdemont é procurado pela Justiça espanhola desde a fracassada secessão de 2017, após a qual se instalou na Bélgica, enquanto outros líderes separatistas foram presos e julgados.
Llarena admitiu que a lei de anistia é aplicável ao crime de desobediência, mas considerou que “os comportamentos atribuídos” ao separatista e a dois outros apoiadores pró-independência no caso “se enquadram plenamente nas duas exceções previstas pela Lei para anistiar crimes de peculato”.
O caso pelo qual Puigdemont está sendo investigado por terrorismo é tratado por outra instância judicial.Logo após o anúncio da Suprema Corte, o independentista reagiu na rede social X com uma breve mensagem que dizia “La Toga nostra”, fazendo alusão às togas usadas pelos magistrados e a máfia siciliana da Cosa Nostra.
Fonte: com informações da Revista IstoÉ
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