01 de Maio de 2026

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Ela Podcast - 26/04/2025

Juliana Barros no Ela Podcast: Jiu-Jítsu Feminino como Ferramenta de Autonomia e Transformação

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Foto: Divulgação/Portal Mulher Amazônica

Ela relatou que muitos pais procuram a Lótus depois que os filhos sofreram bullying.

No episódio mais recente do Ela Podcast, o Portal Mulher Amazônica teve a honra de receber Juliana Barros, fundadora da Lótus – Jiu-Jítsu, para uma conversa profunda e inspiradora sobre autodefesa, empoderamento e reconstrução da autoestima por meio da arte suave. A entrevista revelou como o jiu-jítsu pode ser muito mais do que uma prática esportiva: é também um instrumento de cura, força e resistência, especialmente em um país onde os índices de violência contra mulheres e crianças continuam alarmantes.

 

Juliana Barros conheceu o jiu-jítsu aos 32 anos, em um momento de vida em que jamais havia se imaginado em uma academia de lutas. Como tantas outras mulheres, carregava preconceitos e receios: via as artes marciais como práticas agressivas, perigosas e pouco acolhedoras, principalmente para mulheres e crianças.

 

Inicialmente, inclusive, hesitava até mesmo em matricular o próprio filho em qualquer modalidade. Foi apenas após um convite — que aceitou com certo receio — que sua percepção mudou completamente. Descobriu que o jiu-jítsu é, na verdade, uma ferramenta poderosa de autoconhecimento, controle emocional, equilíbrio e transformação pessoal.

 

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Na entrevista, Juliana destacou que muitas mulheres a procuram em busca de aprender a se defender fisicamente. No entanto, o que encontram no tatame vai muito além disso. Em sua metodologia, ensinar técnicas é apenas uma parte do processo. O principal objetivo é empoderar, é fazer com que cada aluna se sinta segura, vista e respeitada. “Empoderar é diferente de instruir. A minha metodologia integra corpo e mente — é sobre reaprender a confiar em si mesma”, afirmou.

 

Juliana também explicou que o ambiente das academias tradicionais, ainda muito masculino, acaba afastando mulheres que têm interesse, mas se sentem intimidadas ou desconfortáveis. Essa foi uma das razões que a motivaram a fundar a Lótus – Jiu-Jítsu, um espaço exclusivo para mulheres e crianças. “A gente treina com respeito, com afeto. Aqui, a regra é acolher”, declarou.

 

 

 

Juliana também é estudante de psicologia e relatou como esse conhecimento ampliou sua escuta e sensibilidade no dia a dia com alunas. “Eu consigo perceber quando uma aluna não está bem, mesmo sem ela falar. A dor do corpo fala muito”, pontuou. Para ela, ensinar jiu-jítsu também é um ato terapêutico. E sim, ela vê traumas sendo curados no tatame. Ver meninas e mulheres redescobrindo sua força e enfrentando medos é algo que a emociona profundamente.

 

Ela relatou que muitos pais procuram a Lótus depois que os filhos sofreram bullying. O impulso de proteção é natural, e o jiu-jítsu surge como ferramenta não apenas de defesa física, mas também de fortalecimento emocional. Juliana ensina que a autodefesa começa pela comunicação. A criança, desde cedo, aprende a dizer “não gosto disso”, “pare com isso”, desenvolvendo uma postura firme e consciente.

 

 

 Fotos: Divulgação/Portal Mulher Amazônica

  

Outro momento especial da conversa foi quando ela falou sobre o projeto As Amazonas no Tatame, que retorna em agosto. A iniciativa mistura jiu-jítsu, arte, pertencimento e ancestralidade. O evento, realizado anualmente, reúne palestras, oficinas de defesa pessoal e atividades culturais voltadas ao empoderamento feminino e à valorização das raízes amazônicas.

 

Este ano, a programação contará com a participação de especialistas como Amanda Pinheiro, a educadora financeira Roberta Veras, representantes da Lei Maria da Penha, além de empreendedoras indígenas que apresentarão seus produtos artesanais confeccionados com materiais naturais. Haverá ainda espaço para pinturas corporais, símbolos da conexão com as raízes ancestrais da região.

 

Ao final do episódio, ao ser perguntada sobre o que gostaria que toda menina ou mulher soubesse, Juliana foi categórica: “Permitam-se. Permitam-se se auto-descobrir. Você não precisa começar pelo jiu-jítsu, mas comece algo. O movimento é essencial — não apenas do corpo, mas da vida. A terra está em movimento, e você precisa se movimentar também.”

 

 

Para aquelas que desejam empreender em áreas ligadas ao bem-estar, à luta ou ao empoderamento, mas sentem que “não é para elas”, Juliana deixou um recado direto: “Você precisa se permitir sair de casa. Comece com o que você tem. Comece com você.”

 
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O Portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast agradecem profundamente a presença de Juliana Barros, por compartilhar sua trajetória, sabedoria e sensibilidade. Seu trabalho tem inspirado mulheres a se reconectarem com sua força interior e a ocuparem espaços com coragem e consciência. Que sua história continue sendo uma ponte para o despertar de muitas outras.

 

Portal Mulher Amazônica


 

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