O número de novas infecções por HIV entre os jovens, especialmente entre mulheres e meninas, tem sido uma preocupação crescente nas últimas décadas
O Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, celebrado em 1º de dezembro, é um momento importante para aumentar a conscientização sobre a epidemia do HIV e AIDS e refletir sobre os avanços na luta contra o vírus. Em 2023, cerca de 1,3 milhão de novas infecções por HIV ocorreram no mundo, uma redução significativa em relação ao pico de 1995, mas ainda distante da meta global de menos de 370 mil até 2025.
O número de novas infecções por HIV entre os jovens, especialmente entre mulheres e meninas, tem sido uma preocupação crescente nas últimas décadas. Em 2023, cerca de 44% de todas as novas infecções por HIV ocorreram entre mulheres e meninas, muitas das quais com idades entre 15 e 24 anos. Esse aumento pode ser explicado por vários fatores interligados:
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- Falta de informação e educação sexual adequada: Muitos jovens não têm acesso a informações corretas sobre prevenção, o que pode resultar em comportamentos de risco, como a falta do uso de preservativos.
- Desigualdade de gênero: Em muitas regiões, especialmente na África Subsaariana, mulheres e meninas enfrentam desigualdade de poder em relacionamentos, o que as torna mais vulneráveis à infecção por HIV ?. Isso inclui a dificuldade de negociar o uso de preservativo com parceiros, além da violência sexual e a prática de relações sexuais desprotegidas com parceiros mais velhos.

- Estigma e discriminação: O estigma em torno do HIV e AIDS ainda afeta principalmente as populações mais jovens, que, por medo de discriminação, podem não buscar ajuda ou serviços de saúde.
- Uso de substâncias: O uso de drogas, especialmente entre adolescentes e jovens adultos, também está associado ao aumento do risco de infecção por HIV, já que pode levar à prática de sexo sem proteção e aumentar a vulnerabilidade a abusos.
Estudos apontam que, ao mesmo tempo que há um aumento das infecções entre os jovens, as taxas de testagem e de acesso ao tratamento ainda são insuficientes entre essa faixa etária, o que dificulta o controle e a prevenção da doença.
Especialistas recomendam a proteção combinada. O método consiste em:

• Uso de preservativos masculino, feminino e gel lubrificante;
• Profilaxia pré-exposição (PrEP);
• Profilaxia pós-exposição (PEP);
• Testagem regular para o HIV e outras ISTs;
• Tratar todas as pessoas vivendo com HIV/Aids;
• Prevenir a transmissão vertical (da mãe para o filho durante a gestação ou parto).
• Cuidados para evitar outras ISTs através de vacinação e tratamento de outras ISTs.
Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é de que se houver sexo desprotegido ou compartilhado seringas, o teste de HIV é necessário. O diagnóstico da infecção pelo HIV é gratuito na rede pública de saúde, e feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. Há possibilidade de realização de exames laboratoriais ou testes rápidos. Por meio de testes rápidos, em 30 minutos sai o resultado.
No Brasil, o país tem sido um líder global no enfrentamento da AIDS, oferecendo tratamento gratuito e acessível desde os anos 90. Em 2023, aproximadamente 900 mil pessoas estavam em tratamento para o HIV, e o governo brasileiro destina cerca de 500 milhões de dólares anualmente para combater a doença. Além disso, o Brasil foi um dos primeiros países a adotar políticas públicas para garantir os direitos das pessoas vivendo com HIV, como o acesso universal ao tratamento.

Fotos: Reprodução/Google
Em relação ao Amazonas, os dados são mais limitados, mas o estado enfrenta desafios típicos da região, incluindo o acesso a serviços de saúde em áreas remotas e a alta prevalência de grupos vulneráveis, como profissionais do sexo e usuários de drogas. A resposta local tem buscado integrar esforços comunitários e estratégias de prevenção, como o uso de medicamentos profiláticos e testes rápidos em unidades de saúde, para enfrentar a epidemia de forma mais eficaz.
Apesar dos progressos, o HIV continua a ser uma ameaça significativa à saúde pública, especialmente entre populações vulneráveis. O desafio é não só tratar, mas também prevenir novas infecções e eliminar o estigma associado à doença, garantindo direitos e acessos aos serviços de saúde para todos.
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