17 de Fevereiro de 2026

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Especial Mulher - 27/01/2026

Janeiro Branco chama atenção para a sobrecarga do cuidado sobre as mulheres

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Campanha busca sensibilizar sobre bem-estar emocional e reforça a importância da divisão justa do trabalho de cuidado e de políticas públicas estruturantes

O Janeiro Branco é uma campanha que convida a sociedade a refletir sobre a importância da saúde mental e emocional. Tradicionalmente associado a novos começos, o início do ano também costuma trazer pressões, expectativas e cobranças que impactam diretamente o bem-estar das pessoas. É um período de reflexões, definição de metas e reorganização da vida, mas também de acúmulo de demandas emocionais e mentais.

 

No caso das mulheres, essa sobrecarga é ainda mais intensa. Além das demandas emocionais e mentais, recai sobre elas, de forma desproporcional, o trabalho doméstico e de cuidado não remunerado. Diante desse cenário, torna-se fundamental debater a divisão justa do cuidado, o direito ao descanso e a construção de redes de apoio reais e acessíveis.

 

Um estudo intitulado Sem Parar 2025 – O trabalho e a vida das mulheres 5 anos após o início da pandemia revela que os impactos da crise sanitária permanecem presentes no cotidiano das brasileiras. De acordo com a pesquisa, 43% das mulheres são as únicas responsáveis pelo trabalho doméstico, enquanto 48% cuidam de alguém sem remuneração, majoritariamente familiares. Além disso, 57% das mulheres trabalham 40 horas por semana, somando trabalho remunerado e o ofício de cuidado, em casa.

 

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Mesmo quando compartilham tarefas, as mulheres ainda assumem a maior parte. Essa sobrecarga contínua impacta diretamente na saúde física e mental das mulheres. O estudo foi realizado pela Sempre Viva Organização Feminista, SOF, com apoio do Ministério das Mulheres.

 

Plano Nacional de Cuidados

 

 


Diante da sobrecarga histórica do trabalho doméstico e dos cuidados sobre as mulheres e dos impactos diretos dessa realidade no cotidiano delas, o Plano Nacional de Cuidados surge como uma resposta estruturante do Governo Federal, em articulação com estados, municípios e sociedade civil. A política reconhece que essa sobrecarga aprofunda desigualdades de gênero e compromete o bem-estar das mulheres, ao mesmo tempo em que reafirma o cuidado como direito fundamental e responsabilidade compartilhada entre famílias, sociedade e poder público.

 

Estruturado em cinco eixos – garantia de direitos; conciliação entre trabalho e responsabilidades de cuidado; trabalho decente para profissionais do cuidado; valorização e reconhecimento do cuidado; e governança –, o Plano adota uma visão interseccional reconhecendo o cuidado como direito fundamental e responsabilidade compartilhada. Suas diretrizes priorizam equidade, participação social, acessibilidade e enfrentamento das desigualdades para construir uma sociedade mais justa e solidária.

 

Campanha Janeiro Branco

 

 


Criada em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, na cidade de Uberlândia, a campanha surgiu a partir da observação do aumento da procura por atendimentos psicológicos nos primeiros meses do ano. Assim como o “ano novo” costuma ser associado a mudanças externas, a campanha propõe olhar para o “ano novo interior”. A iniciativa busca sensibilizar e educar sobre a importância da saúde mental, combatendo estigmas e incentivando práticas preventivas. Também incentiva o fortalecimento de redes de apoio e promove a responsabilidade coletiva.

 
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Fotos: Reprodução/Google

 

Em 2026, o tema da campanha é Paz, Equilíbrio e Saúde Mental, destacando a necessidade de desacelerar, reorganizar a vida emocional e fortalecer relações mais humanas. A mensagem central reforça que saúde mental não é luxo — é base para viver melhor. 

 

Fonte: com informações Gov

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