Presidente do PT diz que o custo fiscal da medida é "zero", já que o governo diz que compensará a perda de arrecadação taxando quem ganha mais
A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), disse na sexta-feira, 29/11, que a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil deveria ser tratada como prioridade pelo Congresso, assim como as medidas de corte de gastos. A fala veio logo depois de os presidentes da Câmara e do Senado declararem que a questão só será debatida em 2025.
“A isenção do IR até R$ 5 mil, para melhorar a vida de 36 milhões de trabalhadores(as) aposentados(as) será custeada por cerca de 100 mil pessoas que ganham muitas vezes mais e pagam muito pouco, quase nada, em relação à imensa maioria”, disse Gleisi, em seu perfil no X (antigo Twitter).“O custo fiscal da medida é zero e o avanço em termos de justiça tributária e social é incalculável. Corrigir esta injustiça não pode receber prioridade menor que as medidas de contenção de gastos anunciadas no mesmo conjunto pela Fazenda, qualquer que seja o pretexto”, continuou.Gleisi disse, ainda, que o país e o Congresso “não devem se curvar à chantagem do mercado e de seus porta-vozes”.
Mais cedo, os presidentes Arthur Lira (PP-AL, Câmara) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG, Senado) disseram que o Congresso apoia as medidas de corte de gastos, mas deixará a discussão da isenção do IR para 2025. O argumento é de que isso dará aos parlamentares mais tempo para avaliar como a perda de arrecadação será compensada.
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Foto: Reprodução/Google
Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, todas as medidas que resultem em perda de arrecadação devem ter um demonstrativo de como será feita a compensação. Legalmente, o governo não pode reduzir as receitas de determinada área sem compensar em outra.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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