Donald Trump e Shehbaz Sharif confirmam entendimento; termos divergem entre fontes americanas e iranianas
Os Estados Unidos e o Irã anunciam um acordo que prevê a suspensão do bloqueio naval americano e a retomada do fluxo internacional de petróleo. A celebração do entendimento foi divulgada pelo ex-presidente Donald Trump na rede Truth Social e reforçada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, embora os termos completos ainda não tenham sido oficialmente detalhados pelas partes envolvidas.
Acordo EUA e Irã é anunciado por Donald Trump e Shehbaz Sharif, prevendo a suspensão do bloqueio naval e a reabertura do Estreito de Ormuz. Detalhes do memorando divergem entre fontes americanas, iranianas e veículos internacionais, com pontos como sanções e programa nuclear em debate.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã confirma o cessar-fogo para este domingo, com negociações definitivas nos próximos 60 dias.
Mais cedo, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou o entendimento em uma publicação na rede Truth Social. Na mensagem, o republicano anunciou a suspensão do bloqueio naval americano e afirmou que o fluxo internacional de petróleo deverá ser retomado. “O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos. Autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir”, escreveu Trump.
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Quais os pontos de divergência?
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Apesar das declarações públicas, Washington e Teerã ainda não divulgaram oficialmente a íntegra do memorando negociado. Informações publicadas por veículos de imprensa dos dois países, porém, apontam alguns dos principais pontos discutidos, com versões distintas sobre os compromissos. Segundo a CNN Internacional, citando fontes ligadas ao governo iraniano, o entendimento prevê um novo cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes do conflito, incluindo o Líbano. O texto também contemplaria a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, sem cobrança de taxas pelo Irã, além da normalização gradual do tráfego marítimo ao longo dos próximos 30 dias.
Ainda de acordo com a emissora, os Estados Unidos se comprometeriam a suspender o bloqueio naval na região, enquanto as sanções econômicas contra o Irã seriam flexibilizadas progressivamente. Em contrapartida, Teerã assumiria o compromisso de não desenvolver armas nucleares. Já uma fonte do governo americano ouvida pela Reuters apresentou uma versão com diferenças importantes. Segundo o relato, o acordo incluiria a reabertura de Ormuz, o desmantelamento do programa nuclear iraniano e a manutenção do bloqueio sobre ativos financeiros iranianos congelados até que o país cumpra integralmente os compromissos assumidos.
O que o irã demanda?

A imprensa estatal iraniana, por sua vez, sustenta que o governo não abrirá mão do controle sobre o Estreito de Ormuz nem do direito de enriquecer urânio. Conforme a agência Mehr, o memorando também prevê a suspensão das sanções impostas pelos Estados Unidos, a retirada de forças militares americanas das proximidades do território iraniano e o encerramento das hostilidades em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano.
Próximos passos e confirmações

Fotos: Reprodução/Google
O anúncio do acordo foi reforçado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Em publicação na rede social X, o premiê afirmou que os dois países concordaram com a interrupção imediata e permanente das operações militares. Sharif informou ainda que a cerimônia oficial para assinatura do tratado está prevista para ocorrer em 19 de junho, na Suíça.A agência estatal iraniana IRNA também repercutiu as declarações de Trump e do líder paquistanês, tratando o entendimento como confirmado.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou à televisão estatal que o cessar-fogo deverá entrar em vigor ainda neste domingo. Segundo ele, as negociações para um acordo definitivo terão duração de 60 dias e incluirão temas como o fim das sanções econômicas, mecanismos para a reconstrução do país e formas de fiscalização do cumprimento das obrigações assumidas pelas partes. Gharibabadi acrescentou que o Irã responderá caso identifique violações aos termos acertados durante as negociações.
Fonte: com informações IstoÉ
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