19 de Abril de 2026

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Segurança Pública - 20/12/2025

Investigação revela falhas em série no atendimento que levou à morte de Benício de Freitas

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Foto: Reprodução

Menino de 6 anos morreu após overdose de adrenalina; apuração envolve médicos, técnica de enfermagem e o sistema de prescrição e mobiliza família, polícia e a Justiça diante de indícios de falhas clínicas e institucionais

Na próxima terça-feira, 23, a morte de Benício Xavier de Freitas vai completar um mês. A criança, de apenas 6 anos, faleceu depois de sofrer seis paradas cardiorespiratórias seguidas por causa de uma dose de adrenalina que foi aplicada da forma errada no hospital particular Santa Júlia, em Manaus, de acordo com a investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Um mês de muitas dúvidas, várias linhas de investigação, luto e pedidos por justiça.

 

Os pais do menino, Bruno de Freitas e Joyce Xavier, agora se preparam para passar o prim“Os nossos natais, de agora para frente, não vão ser os mesmos. A gente vai sentir um vazio muito grande pela falta que nosso filho vai nos fazer; é uma dor imensa que temos no nosso coração, estamos sobrevivendo depois do que aconteceu, o nosso filho sofreu bastante”, lamentou Bruno de Freitas. Benício faleceu em um domingo, depois de dar entrada no hospital com tosse e sintomas de uma laringite. O garoto chegou na unidade particular de saúde pela tarde do dia 22 de novembro, passou pela triagem e foi atendido pela médica Juliana Brasil.

 

Ela informou para a mãe, que estava no consultório com a criança, que ele “iria fazer adrenalina”. Da consulta, eles foram até a enfermaria para a aplicação do medicamento, quem assumiu o atendimento no local foi a técnica de enfermagem Rayza Bentes. A receita era de adrenalina pura, que deveria ser aplicada três vezes em intervalos de trinta minutos, totalizando nove miligramas.

 

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Uso da adrenalina

 

Foto: Reprodução

 

A comunidade de pediatria amazonense explicou que o hormônio pode ser usado para aliviar os sintomas de doenças respiratórias de forma rápida e eficaz, mas quando administrado através de inalação, diferentemente do que aconteceu com Benício. Logo depois de receber uma das doses, a criança reclamou de dores no coração para os pais.O menino foi encaminhado para a sala vermelha e depois para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi entubado. Ele teve seis paradas cardiorespiratórias e depois de 14 horas no hospital morreu por overdose de adrenalina, às 2h55 da madrugada do domingo, 23 de novembro.

 
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“Eu presenciei três paradas. Ajoelhei ao lado do leito, rezei, gritei, pedi para ele voltar. Na terceira vez, percebi que ele já estava sofrendo. Saí para avisar minha esposa que ele estava muito mal. Em seguida, a médica veio e disse que ele havia falecido", contou o pai.eiro natal sem a criança. Além disso, no dia 25 deste mês de dezembro, Benício iria completar sete anos. Agora, a rotina do casal é acompanhar o avanço das investigações e fazer pressão para que erros médicos não façam novas vítimas. 

 

Fonte: com informações Acrítica

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