20 de Abril de 2026

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Política - 22/11/2024

Inquérito dos ataques de 8 de janeiro deve ser entregue esta sexta-feira, 22/11

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Foto: Reprodução Google

Polícia Federal está na reta final para concluir o relatório sobre a ofensiva extremista de 8 de janeiro. Nesta quinta-feira, Moraes conduzirá novo depoimento de Mauro Cid, após contradições e omissões do militar a respeito do plano para matar Lula, Alckm

Um ano e 10 meses após os atos golpistas de 8 de janeiro, a Polícia Federal está na reta final para concluir o inquérito aberto para investigar os atentados que pararam Brasília e o país. A corporação deve enviar, ainda nesta semana, ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório final do caso. O foco são organizadores, incentivadores e autoridades públicas, inclusive, políticos e militares. No documento, serão indiciados os principais envolvidos com os ataques que culminaram na depredação das sedes dos Três Poderes.

 

O parecer tem mais de 700 páginas e será enviado ao gabinete do relator, ministro Alexandre de Moraes. A operação deflagrada na terça-feira, que revelou um plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e Moraes, estará incluída no documento, mas eventuais novos desdobramentos não impedem que informações extras sejam encaminhadas posteriormente.

 

Nas diligências de terça-feira, agentes prenderam um general da reserva, três militares das Forças Especiais do Exército, os chamados "kids pretos", e um agente da própria PF, implicados na trama para os assassinatos.

 

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Os indiciamentos incluídos no relatório serão de crimes, como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Após receber o documento, Moraes deve enviar as informações para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Durante as apurações, os agentes quebraram sigilo telefônico, telemático e bancário de dezenas de pessoas. Também investigaram suspeitas do envolvimento de vários atores em diferentes núcleos de uma organização criminosa montada para atacar as instituições.

 

Caso a PGR ofereça denúncia contra os indiciados pela PF, o Supremo pode iniciar, de forma imediata, as ações penais para que os acusados respondam pelos crimes de que são suspeitos. Porém, a Corte encerra as atividades na segunda quinzena de dezembro, retornando ao expediente normal em fevereiro. Os julgamentos, portanto, só devem ocorrer no próximo ano.

 

Delação em xeque

 

 

Nesta quinta-feira, Moraes vai conduzir uma audiência com o tenente-coronel Mauro Cid, a partir das 14h, na sede do STF. O ministro vai avaliar se mantém o acordo de delação firmado pelo militar. As informações prestadas por Cid são peça-central para entender o esquema, os envolvidos e a participação dos integrantes dos núcleos político, financeiro, operacional, entre outros. Porém, existem contradições entre o que foi dito por Cid em depoimento e os fatos revelados pela Operação Contragolpe, deflagrada pela PF na terça-feira.

 

Na audiência, Moraes vai tratar das contradições e das omissões de Cid nas oitivas à PF. Ao recuperar arquivos que foram apagados do celular do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, a equipe policial encontrou informações que foram ocultadas pelo militar e que revelam um plano para matar Lula, Alckmin e Moraes.

 

O magistrado vai questionar Cid se ele ainda deseja colaborar com o caso e os motivos pelos quais omitiu informações. Caso o acordo de delação seja cancelado, o militar perderá benefícios que obteve, como abatimento de pena e a possibilidade de cumprir a sentença em regime aberto.

 

A defesa de Cid foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou. Investigadores ouvidos pela reportagem apontam que a suspensão da delação não prejudica o inquérito, pois foram encontrados documentos, provas materiais e testemunhas que evidenciam a articulação golpista.

 

Fotos: Reprodução Google

 

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A investigação identificou elementos que o ligam Bolsonaro a minutas golpistas encontradas na casa do ex-ministro Anderson Torres e na sede do PL, em Brasília. O texto antidemocrático, de acordo com a PF, foi editado pelo ex-chefe do Executivo e é visto como um elo com os casos investigados de atentados contra a democracia. Bolsonaro sustentou, diversas vezes, não ter envolvimento com o 8 de janeiro nem com nenhuma tentativa de golpe de Estado.

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense 

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