Vendas que iniciaram pela internet por volta das 9h deste sábado (6), encerraram pouco antes das 13h.
Os ingressos para o Festival Folclórico de Parintins de 2026 se esgotaram em menos de quatro horas. As vendas que iniciaram pela internet por volta das 9h do sábado, 6, encerraram pouco antes das 13h. A liberação ocorre em meio a um impasse judicial, após o Ministério Público do Amazonas (MPAM) tentar reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que autorizou a retomada das vendas.
Na quarta-feira, 3, o desembargador Airton Luís Corrêa Gentil concedeu efeito suspensivo a favor da Amazon Best, responsável pela bilheteria oficial. A decisão derrubou uma liminar da 17ª Vara Cível, que havia suspendido as vendas.
Ainda na quarta, o Ministério Público entrou com um recurso para tentar restabelecer a suspensão. O pedido foi apresentado no processo da Ação Civil Pública que trata da proteção aos consumidores. O órgão afirma que a venda só deve ocorrer após o cumprimento de exigências legais e de condições mínimas de segurança.
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Foto: Reprodução/Google
A Amazon Best argumentou que a suspensão poderia gerar prejuízo aos bois-bumbás em 2026. O MPAM rebate e diz que a venda de camarotes, que movimentam cerca de R$ 8 milhões, não foi interrompida, e que apenas os ingressos comuns estavam suspensos, justamente onde há, segundo o órgão, aumentos considerados abusivos.
No recurso, o MP pede que o relator reconsidere a decisão que liberou as vendas. Se não houver reversão, solicita que o caso seja analisado pela Terceira Câmara Cível do TJAM. Para o órgão, retomar as vendas antes da análise de mérito coloca consumidores em risco por falta de garantias sobre a realização do festival.
Na decisão que liberou as vendas, o TJAM entendeu que a suspensão poderia causar "risco de dano grave" à organização do evento e ao funcionamento dos bois Garantido e Caprichoso.
O g1 pediu ao TJAM informações sobre quando o recurso será analisado e aguarda retorno.
Fonte: com informações do g1
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