29 de Abril de 2026

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Celebridades - 04/10/2025

Influenciadoras são acusadas de fazer publi para esquema de tráfico humano

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Foto: Reprodução/Instagram

Publicidade de intercâmbio para a Rússia gera polêmica nas redes sociais e alerta sobre golpes envolvendo jovens

Nos últimos dias, influenciadoras brasileiras promoveram publicidade nas redes sociais por meio da divulgação de um programa chamado Start Program, oferecendo oportunidades de trabalho na Rússia para mulheres de 18 a 22 anos, com salários de US$ 540 (R$ 2,9 mil) a US$ 680 (R$ 3,6 mil), além de benefícios como passagem aérea, moradia, seguro de saúde e cursos de capacitação.


O anúncio, focado em jovens mulheres entre 18 e 22 anos, foi feito por nomes como MC Thammy, Isabella Duarte, Zabetta Macarini, Catherine Bascoy e Aila Loures. O programa divulgado como Start Program é, na realidade, Alabuga Start, uma agência com histórico internacional de exploração de mulheres, sem registro no Brasil, CNPJ ou telefone local. O site utilizado para divulgação apresentava conteúdo gerado por inteligência artificial (IA) e informações falsas, segundo apuração de criadores de conteúdo como Guga Figueiredo, conhecido como “Xerife da Internet”, e Jordana Vucetic.


Após as denúncias, todos os vídeos de publicidade foram apagados, e a conta da empresa no Instagram foi banida. De acordo com relatórios da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC), mulheres que aceitaram a proposta da empresa enfrentaram jornadas exaustivas, vigilância constante e problemas de saúde, sendo obrigadas a trabalhos em condições degradantes, incluindo produção de armamento e drones militares, serviços de limpeza e buffet. As jovens recrutadas eram enganadas com promessas de crescimento profissional e cursos, mas acabavam em ambientes de exploração laboral severa, com riscos à saúde e à segurança.

 

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A empresa, localizada no Tartaristão, Rússia, já foi alvo de denúncias internacionais envolvendo mulheres de Uganda, Ruanda, Quênia, Sudão do Sul, Serra Leoa, Nigéria e Sri Lanka, que relataram falsas promessas de cursos e crescimento profissional. Ao chegar ao país, eram submetidas a condições degradantes e exploração laboral. No Brasil, o modus operandi foi o mesmo: atrair jovens com promessas de intercâmbio e salários altos, usando influenciadoras digitais para dar credibilidade ao programa. Até o momento, não há registros de autorização legal para a operação no país.


Após o alerta viralizar nas redes sociais, os posts foram apagados, e as influenciadoras se posicionaram. MC Thammy afirmou que recebeu documentação e comprovações que aparentavam legalidade e que nunca teria feito a divulgação caso soubesse do esquema. Após perceber a repercussão, devolveu o dinheiro recebido e pediu desculpas aos seguidores.

 

Já Aila Loures destacou que o material foi avaliado pelo seu jurídico antes da divulgação e que atuou de boa-fé. “Jamais faria isso intencionalmente por nenhum valor”, disse, reforçando que repudia qualquer prática que viole direitos humanos. Da mesma forma, Catherine Bascoy declarou que apenas participou como contratada e buscou informações antes de divulgar o programa. Ela ressaltou que passará a ter mais critério na escolha de futuras parcerias.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Zabetta Macarini explicou que questionou a empresa e avaliou a legalidade antes de aceitar a divulgação. Assim que surgiram suspeitas, suspendeu a publicidade e acionou sua equipe jurídica. E Isabella Duarte também afirmou ter participado “de boa-fé” e repudiado qualquer prática ilegal, colocando-se à disposição das autoridades para colaborar com investigações.

 

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É emprego ou cilada?


- A recomendação é verificar sempre a existência legal da empresa e registros oficiais antes de aceitar qualquer proposta;
- Também é necessário desconfiar de propostas com altos salários para pouca experiência;
- Pesquise o histórico de programas internacionais e relatos de ex-participantes;
- Nunca aceite contratos sem CNPJ, endereço ou telefone confiáveis;
- Ofertas de emprego internacionais devem ser verificadas junto a órgãos oficiais, consulados ou embaixadas.


Fonte: Com informações Correio Braziliense 

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