19 de Abril de 2026

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Política - 27/10/2025

Índice Global da Fome: Brasil está entre os oito países mais famintos da América do Sul

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Foto: Reprodução

Dados divulgados em outubro mostram que Bolívia permanece como país mais afetado

Segundo o Índice Global da Fome (GHI) 2025, o Brasil está entre os oito países mais famintos da América do Sul. Os dados foram divulgados pela Welthungerhilfe e pela Concern Worldwide. O país ocupa a oitava posição, com 6,4 pontos, na categoria de “fome baixa”, refletindo avanços recentes na segurança alimentar, inclusive com a saída do Mapa da Fome da ONU. A Bolívia lidera o ranking regional, com 14,6 pontos, classificada como de “fome moderada”.

 

O GHI avalia a situação alimentar mundial com base em quatro indicadores: desnutrição calórica, atraso no crescimento infantil, baixo peso para a altura e mortalidade infantil. A pontuação combina esses fatores, permitindo comparar a gravidade da fome entre países e regiões. Segundo o relatório, embora a média regional da América Latina permaneça relativamente baixa, o progresso estagnou e as desigualdades persistem.

 

Na Bolívia, a insegurança alimentar é resultado de múltiplos fatores socioeconômicos, geográficos e ambientais, segundo o World Food Program USA. Comunidades rurais e indígenas são as mais afetadas. O país é vulnerável a eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, que prejudicam a agricultura de subsistência, principal fonte de renda e alimentação para muitas famílias. A desigualdade entre áreas urbanas e rurais, especialmente entre indígenas e mulheres, limita o acesso a alimentos seguros e nutritivos.

 

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Fatores internos, como bloqueios de estradas, e externos, como crises globais de preços, afetam a disponibilidade de alimentos. Além da subnutrição, a Bolívia enfrenta a “dupla carga da má nutrição”, com aumento de sobrepeso e obesidade. Instabilidades políticas e dificuldades de acesso a mercados rurais também agravam a situação.

 

Embora a Bolívia tenha reduzido sua pontuação desde os anos 2000, quando atingia 27 pontos, o progresso foi margina em relação aos outros países sul-americanos. Na América do Sul, o ranking de 2025 segundo o GHI é o seguinte:

 

Bolívia – 14,6 (fome moderada)


Trinidad & Tobago – 11,0


Equador – 10,9


Suriname – 10,4

 

Fotos: Reprodução/Google


Venezuela – 9,6


Guiana – 8,3


Peru – 7,2


Brasil – 6,4


Argentina – 6,4


Colômbia – 6,1


Paraguai – 5,2


Chile – <5


Uruguai – <5

 

Em uma perspectiva histórica, o Brasil registrava 11,6 pontos no GHI nos anos 2000, caiu para 5,4 em 2016 e, atualmente, apresenta 6,4. Esse avanço no índice está diretamente relacionado à saída do país do Mapa da Fome da ONU após três anos, com a média trienal 2022/2023/2024 abaixo de 2,5% da população em risco de subnutrição — critério que identifica países onde mais de 2,5% das pessoas enfrentam subalimentação grave.

 

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O indicador, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), considera a proporção de pessoas sem acesso regular a alimentos suficientes e saudáveis, levando em conta produção, consumo e distribuição calórica. O Brasil havia retornado ao Mapa da Fome no triênio 2019-2021, depois de ter saído em 2014. Hoje, a prevalência de subnutrição é inferior a 2,5%, enquanto a insegurança alimentar grave atinge 3,4% da população e a moderada, 13,5%. Embora cerca de 8,4 milhões de brasileiros tenham enfrentado fome recentemente, os números indicam melhora em relação aos anos anteriores. 

 

Fonte: com informações do Extra

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