Enquanto as ambulâncias registradas para atravessar para o Egito não chegam, nenhum grupo de estrangeiros é liberado para sair, para não atrapalhar a passagem dos feridos.
O grupo de 34 brasileiros autorizados a deixar a Faixa de Gaza na sexta-feira, 10, depois de mais de um mês de guerra, segue aguardando a liberação para atravessar a fronteira com o Egito, pela passagem de Rafah, ainda sem previsões de quando o deslocamento será realizado.
A espera ocorre porque, por conta da guerra, o consenso entre as autoridades que controlam a fronteira é que as ambulâncias sempre têm prioridade para deixar o local - o que não está acontecendo por conta dos ataques às regiões em que estão os hospitais.
Há expectativas de que os brasileiros ainda possam ser autorizados a atravessar a fronteira neste sábado, 11, desde que o comboio de ambulâncias que tenta deixar Gaza consiga realizar o deslocamento e chegar até o posto de comando em Rafah. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, porém, não dá certeza sobre a data de saída.
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Os hospitais enviam informações às autoridades sobre as ambulâncias e os feridos que precisam deixar Gaza para atendimento médico. Com esses dados, há uma mobilização na fronteira para que, assim que esses veículos cheguem ao local, possam ser liberados.
Dessa forma, enquanto as ambulâncias registradas para atravessar para o Egito não chegam, nenhum grupo de estrangeiros é liberado para sair. No entanto, com os constantes ataques aos hospitais, as ambulâncias não conseguem se deslocar de um ponto a outro em segurança e, eventualmente, a fronteira fecha sem que ninguém consiga sair de Gaza.
Foi o que aconteceu nesta sexta com os brasileiros. O grupo, que faz parte da 7ª lista de estrangeiros que foi autorizado a deixar o território palestino, não pôde sair porque somente cinco ambulâncias conseguiram atravessar a fronteiro, e todas demoraram a conseguir fazer o deslocamento, afirmou o embaixador brasileiro em Gaza, Alessandro Candeias.
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Fotos: Reprodução Google
Segundo o embaixador, parte dessa demora é consequência da "forte presença militar israelense em combates ao redor de hospitais". Como a passagem só fica aberta por poucas horas durante o dia - decisão de Israel e Egito, que afirmam que terroristas do Hamas podem atravessar a fronteira -, os ataques atrasam significativamente o processo de saída dos feridos e dos estrangeiros de Gaza.
Fonte: com informações do Portal G1
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