O Ibovespa vem renovando máximas históricas intradiárias e de fechamento neste mês, em especial pela perspectiva de corte de juros nos EUA
O Ibovespa fechou em alta firme nesta quinta-feira, 21, renovando máxima histórica de fechamento, diante da alta das ações de Vale, em função da alta dos futuros do minério de ferro na Ásia, e de um pregão positivo em Wall Street. Índice acionário de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 1,05%, a 132.182,01 pontos, fechando pela primeira vez acima dos 132 mil pontos.
Na máxima do dia, o índice foi a 132.276,93 pontos, e, na mínima, a 130.822,35 pontos. O volume financeiro da sessão somou 19,7 bilhões de reais, bem abaixo da média diária de 27,2 bilhões neste mês até a véspera.
"Vemos o mercado bem orientado pela dinâmica dos juros no exterior e por preferência dos investidores às (empresas de commodities) metálicas", disse o analista Luis Novaes, da Terra Investimentos. Ele destacou a possibilidade de novos estímulos na China, que poderiam beneficiar os preços do minério de ferro.
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Em Wall Street, os principais índices acionários subiram entre 0,9% e 1,3% nesta quinta-feira, retomando os ganhos após sessão anterior negativa. Dados de atividade econômica e do mercado de trabalho norte-americano divulgados nesta manhã endossaram expectativas de agentes financeiros de que o Federal Reserve cortará os juros no primeiro semestre do ano que vem.
O Ibovespa vem renovando máximas históricas intradiárias e de fechamento neste mês, em especial pela perspectiva de corte de juros em 2024 nos Estados Unidos, o que tem atraído capital externo para a bolsa. "Após o vencimento das opções de futuro de Ibovespa e de ações (na semana passada), o que estamos observando é que o volume da bolsa diminuiu, mas o gringo continua comprando", disse Anand Kishore, gestor de renda variável da Daycoval Asset.
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Dados da B3 mostram entrada líquida de 13,4 bilhões de reais em recursos estrangeiros na bolsa em dezembro até o dia 19, após aporte de mais de 21 bilhões de reais no mês passado.
Na cena doméstica, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse a jornalistas nesta quinta-feira que a sinalização feita pela autarquia de novos cortes de 0,50 ponto percentual na Selic nas "próximas reuniões" abrange os dois encontros à frente, em janeiro e março, enquanto também afirmou que os juros futuros mais longos caíram bastante.
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Fotos: Reprodução Google
Esta última declaração chegou a dar força para as taxas longas entre o fim da manhã e o início da tarde, mas o movimento se dissipou posteriormente e não teve influência relevante no Ibovespa. Investidores também monitoravam as sessões do Congresso em Brasília para votação de pautas relacionadas ao Orçamento de 2024.
Fonte: com informações do Portal Terra
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