17 de Maio de 2026

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Mulher em pauta - 23/06/2022

IBGE mapeia desastre no emprego feminino na fase inicial da pandemia

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Foto: Reprodução

Mulheres ocupavam mais de 70% das vagas de trabalho assalariado perdidas em 2020, diz instituto

A destruição de postos de trabalho assalariado em 2020, ano inicial da pandemia, atingiu sobretudo as mulheres no Brasil.

 

É o que indica uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 23, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

De 2019 para 2020, o número total de trabalhadores assalariados em empresas e outras organizações ativas encolheu 1,8% no país, de 46,2 milhões para 45,4 milhões. Ou seja, houve perda de 825,3 mil vagas.

 

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Desses empregos fechados, 593,6 mil eram preenchidos por mulheres. Em outras palavras, elas responderam por 71,9% dos postos de trabalho assalariado que foram encerrados no ano inicial da pandemia.

 

O número de trabalhadoras ocupadas recuou 2,9% de 2019 para 2020, passando de 20,7 milhões para 20,1 milhões.

 

Com isso, pela primeira vez desde 2009 houve redução na participação feminina entre os assalariados das empresas formais do país: de 44,8% para 44,3%. É a menor porcentagem desde 2016.

 

Entre os homens, a redução de empregos foi menos intensa, de 0,9%, em 2020. O número de assalariados recuou de 25,5 milhões para 25,3 milhões.

 

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Isso significa que os homens perderam 231,7 mil postos, o equivalente a 28,1% de todas as vagas encerradas à época.

 

Os dados integram as estatísticas do Cempre (Cadastro Central de Empresas) 2020. O cadastro avalia as condições de empresas com CNPJ registrado.

 

Segundo o IBGE, o fato de as mulheres terem sido mais impactadas pode ser associado a características dos setores econômicos na fase inicial da pandemia.

 

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Fotos: Reprodução

 

Por um lado, houve crescimento na população ocupada em parte dos ramos que historicamente empregam mais homens, o que amenizou o impacto negativo da crise entre eles.

 

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Enquanto isso, segmentos intensivos em mão de obra feminina amargaram queda.

 

Fonte: Portal Folha de São Paulo

 

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