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Geral - 04/03/2024

I Comigrar Amazonas reúne representantes governamentais e da sociedade civil em discussão sobre migrantes, refugiados e apátridas

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Foto: Ygson França/Sejusc

Conferência elege delegados que vão levar pautas amazonenses ao encontro nacional

As políticas migratórias estiveram em pauta nesta segunda-feira, 04/03, na I Conferência Estadual de Migração, Refúgio e Apatridia (I Comigrar/AM), organizada pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). Foram cerca de 200 participantes, que apresentaram propostas de melhoria para a execução de políticas públicas no Amazonas.

 

Com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Agência da ONU para as Migrações (OIM), a conferência foi realizada no auditório da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA), durante todo o dia.

 

Gabriella Campezatto, secretária executiva de Direitos Humanos, explicou que a etapa estadual é preparatória para o encontro nacional, o II COMIGRAR, que será realizado em Foz do Iguaçu, no mês de junho.

 

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“Hoje nós estamos aqui para elencar propostas e deliberações do estado do Amazonas e também dos municípios para que possamos levar a um nível nacional. Nós consideramos a participação de todos os municípios na conferência, para levar justamente o que é necessário para o desenvolvimento de políticas públicas em todo o estado”, pontuou a secretária.

 

A nacionalidade com maior número de migrantes no Amazonas é a venezuelana, seguida da colombiana, haitiana e peruana. Um dos venezuelanos que veio com a família e está em Manaus desde 2018, é Roberto D’angelo, que fez questão de participar do COMIGRAR, representando a Associação dos Venezuelanos e Refugiados no Estado do Amazonas (Asoveam).

 

 

"Nós temos vários anos trabalhando em uma associação sem fins lucrativos, só para tentar ajudar e minimizar os impactos que tem para nossos paisanos chegarem aqui em Manaus e estamos hoje aqui na conferência, porque é muito importante a discussão. Aqui vamos debater com respeito, escutar e escrever proposta para levar para essa conferência, que é muito importante”, avaliou o migrante.

 

Do encontro foram eleitos delegados que vão defender os seguintes eixos: Igualdade de tratamento e acesso a serviços públicos; Inserção socioeconômica e promoção do trabalho decente; Enfrentamento a violações de direitos; Governança e participação social; Regularização migratória e documental; Interculturalidade e diversidades, que vão representar o Amazonas no COMIGRAR.

 

Amazonas em foco

 

 

O Amazonas recebeu um grande número de migrantes desde 2010, e para Laura Lima, chefe do escritório da Agência da ONU para refugiados em Manaus, as discussões estaduais são primordiais e envolvem agentes diversos.

 

“Estamos em um estado que tradicionalmente tem um papel essencial na recepção de fluxos de deslocamento, de mobilidade humana no geral, mas nós, a agência que cuidamos de deslocamento forçado, temos o Amazonas como um grandíssimo aliado e campeão neste trabalho”, pontua Laura.

 

 

“Não podemos esquecer que garantir os direitos às pessoas refugiadas, migrantes apátridas, é também uma forma de garantir correios para tudo, isso é uma questão transversal”, emenda a representante da ACNUR. Paulo Illes, coordenador nacional de política migratória do Ministério da Justiça, também acompanhou a I COMIGRAR do Amazonas e se mostrou empolgado com o público presente e as discussões proporcionadas pela diversidade presente.

 

Este é o terceiro estado em que ele participa dos debates e destaca que o Governo Federal busca, por meio do departamento de migração do Ministério da Justiça, estreitar os laços com os governos.

 

Fotos: Ygson França/Sejusc

 

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“A nossa vinda aqui para o Amazonas é justamente uma mostra de que nós estamos muito interessados em trabalhar diretamente com o Governo Estadual, com a sociedade civil e com as prefeituras aqui dessa região. A região Norte do Brasil tem se destacado nos últimos anos por receber milhares de migrantes, o estado do Amazonas hoje é quinto estado que mais recebe migração no Brasil, atrás apenas de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná”, finalizou Illes.

 

A II Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de junho, em Foz do Iguaçu e os delegados eleitos na I COMIGRAR participarão custeados pelo Governo Federal.

 

Fonte: com informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania 

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