Em balanço do primeiro ano à frente da Câmara, presidente defende independência entre os Poderes e aponta relação madura com Senado e Executivo
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira, 19/12, manter uma boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e avaliou que eventuais divergências são naturais. A declaração foi feita durante café da manhã com jornalistas, na Residência Oficial, em Brasília.
Ao fazer um balanço do primeiro ano de sua gestão, Motta destacou a convivência com o Senado e a interlocução com o Poder Executivo como pontos positivos do período.“Cada Poder tem a sua independência, cada Poder tem a sua maneira de agir, a sua dinâmica interna. Não está escrito na Constituição que um Poder tem que concordar com o outro em 100% dos pontos”, afirmou o deputado.
Ele também classificou como natural o diálogo entre os chefes dos Poderes. “É natural que o presidente da Câmara tenha essa relação com o presidente da República. Nós continuamos conversando, debatendo e enfrentando os pontos de divergência”, disse, garantindo que pretende manter o diálogo para 2026.
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Foto: Reprodução/Google
Segundo Motta, divergências fazem parte do funcionamento democrático e não devem ser interpretadas como rupturas institucionais. “Eu acho que tem que haver harmonia, diálogo e, na hora de divergir, um Poder precisa compreender o outro”, disse.O presidente da Câmara ressaltou que não existe obrigação de alinhamento automático entre os Poderes. “Nem eu preciso concordar ou apoiar tudo o que o Poder Executivo faz, nem o inverso. O Poder Executivo também não precisa concordar com tudo o que o Legislativo faz”, afirmou, acrescentando que esse equilíbrio é essencial para a democracia.
Ao comentar a relação institucional entre Câmara e Senado, o parlamentar avaliou o momento como um dos mais estáveis de sua trajetória política. “Eu não me recordo, nesses quatro mandatos como deputado federal, de um momento em que a Câmara e o Senado tivessem uma relação tão madura com os seus presidentes”, disse.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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