Unidade pública atende cães e gatos gratuitamente e já realizou centenas de procedimentos oncológicos desde a inauguração
Após 10 anos ao lado da família Moraes, o cão Léo recebeu um diagnóstico difícil: câncer no fígado. A doença, considerada rara pela rede oncológica norte-americana PetCure Oncology, atinge entre 1% e 2% da população canina e é mais frequente em animais idosos. A descoberta foi feita durante atendimento no Hospital Público Veterinário do Amazonas.
“A gente descobriu tem um mês, trouxemos ele para uma avaliação e fizeram alguns exames, foi detectado e, agora, ele está retornando. Foi bem útil porque as vezes não temos como levar numa clínica de veterinário”, disse a tutora do animal, Kelen Moraes. O tratamento já começou. É na unidade hospitalar que Léo realiza drenagens e novas avaliações médicas. Assim como ele, centenas de animais passaram por procedimentos oncológicos desde a inauguração do hospital, em 4 de outubro de 2025.
Em menos de oito meses de funcionamento, a unidade já realizou mais de 32 mil consultas e mais de 8 mil cirurgias, consolidando-se como uma rede de apoio para tutores que não possuem condições de custear atendimento particular. O diretor do hospital, Dr. Rodrigo Dias, classifica a unidade como a maior do gênero em toda a América Latina por causa desse volume notável de serviços ofertados e chama a atenção para o perfil mais registrado de tutores que buscam pelos atendimentos: o público de baixa renda.
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“São animais que não teriam atendimento em nenhuma outra clínica e isso impacta diretamente na saúde deles e na saúde pública porque existem várias doenças que podem ser transmissíveis de animais para seres humanos”, comentou. Fluxo de atendimento Ao chegar ao hospital, os animais passam por uma triagem que define a prioridade do atendimento.
Os casos são classificados em três categorias: verde, para situações sem urgência; amarelo, para pacientes que exigem atenção reforçada; e vermelho, para animais em estado grave ou com risco de morte. A unidade também oferece suporte psicológico aos tutores em situações delicadas. O atendimento é acionado principalmente em casos de diagnósticos terminais ou de óbito dos animais.
Prevenção
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Fotos: Reprodução/Google
Além do tratamento, o hospital atua na orientação dos tutores sobre cuidados preventivos. Segundo a porta-voz da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), Lêda Maia, a prevenção ainda é a melhor forma de garantir qualidade de vida aos animais. “Para gatos, o animal saudável é o que está dentro de casa. Um gato que tem acesso à rua está sujeito a atropelamento, doenças e zoonoses como a esporotricose. Em relação aos cães, a castração é a solução especialmente para fêmeas. Atendemos muitas cadelas que têm inflamação e infecção do útero e acabamos tendo que remover ele”, explicou.
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A secretaria também alerta que o hospital atende exclusivamente cães e gatos. Animais silvestres não são contemplados pelo serviço. Outro problema enfrentado pela unidade é o abandono de filhotes nas dependências do hospital. Segundo a Sepet, casos já foram registrados e os responsáveis identificados serão responsabilizados conforme a legislação.
Fonte: com informações Acritica
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