aqueline Gmack tomou ibuprofeno para aliviar as dores causadas pelo período menstrual e acabou ficando 17 dias desacordada
O que começou como um simples alívio para as dores menstruais transformou-se em um pesadelo de proporções devastadoras para Jaqueline Gmack, uma jovem de 31 anos. Após tomar ibuprofeno sem receita para combater cólicas, ela foi lançada em uma espiral de horror médico.
Em questão de horas, seu corpo se viu coberto por bolhas e sua pele começou a descamar, sinais de uma reação catastrófica conhecida como síndrome de Stevens-Johnson. Esta síndrome, uma resposta extrema a certos medicamentos, transformou sua vida em um inferno de agonia e incerteza.
Os relatos de Jaqueline são de arrepiar: uma leve coceira nos olhos se transformou em uma visão turva e dolorosa, enquanto seu rosto era engolido por bolhas sanguinolentas. Após acordar em um hospital, sua visão limitada era o menor dos problemas - ela havia sido colocada em um coma induzido por 17 dias para tentar conter a progressão da reação alérgica.
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Quando finalmente emergiu desse coma induzido, Jaqueline mal reconhecia a pessoa que via no espelho. Seu corpo estava enfaixado, seus olhos turvos e um tubo ainda se encontrava em sua garganta. A recuperação foi um processo angustiante e doloroso, marcado por cirurgias desesperadas para salvar o pouco que restava de sua visão.
A luta de Jaqueline continua até hoje. Mais de 24 procedimentos, incluindo transplantes de córnea e células-tronco, foram necessários para tentar restaurar sua visão. No entanto, o dano permanece profundo - ela agora possui apenas 40% de sua visão original.
O caso serve como um alerta sombrio sobre os perigos de medicamentos aparentemente inofensivos. Jaqueline enfrentou a morte eminente e agora luta para recuperar uma vida que foi drasticamente alterada por uma decisão aparentemente simples de alívio da dor. Sua história é um lembrete angustiante da fragilidade do corpo humano e da importância crítica de um tratamento médico imediato e adequado.
Fonte: com informações do Correio Braziliense
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