Miley Cyrus, A$AP Rocky, Alok, Alessia Cara e Emicida cantam no 2º dia do Lollapalooza Brasil 2022
O segundo dia do Lollapalooza 2022, neste sábado (26), é de batidas fortes: no rap, no pop, na eletrônica mesmo, e até no funk. Miley Cyrus, ASAP Rocky, Alok e Emicida estão entre os destaques.
Veja abaixo um pouco sobre que esperar de cada show e dos setlists, podcast que explica a programação, horários, trechos dos shows no Chile e mais.
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Pop e rap no topo
As guitarras até aparecem em parte do show de Miley Cyrus, que tem um lado roqueiro entre as facetas que ela vai apresentar no show principal da noite.
Ainda há a distorção de duas bandas veteranas do emo, de carona no revival do estilo: A Day to Remember e Alexisonfire. Mas emotivo mesmo é o pop do sábado: da canadense Alessia Cara, da americana Remi Wolf e dos brasileiros Jão, Silva e Clarice Falcão.
ASAP Rocky chega como o maior nome do rap nesta edição (e, não menos importante, pai do bebê da Rihanna). Tem também o principal nome do rap brasileiro deste Lollapalooza, Emicida.
Dois DJs fundamentais para popularizar a música eletrônica no Brasil dão as caras: Alok, o maior nome atual, e Marky, desbravador dos beats brasileiros. E o funk cava espaço no Lolla com um encontro liderado por WC no Beat e Kevin o Chris e nos experimentos de Jup do Bairro e MC Tha.
Miley Cyrus

O sábado tem a única das três atrações principais que nunca tocou num Lollapalooza no Brasil. Miley Cyrus dá a maior renovada na parte de cima do cartaz. Ela até já tocou no Brasil, mas foi em 2014. É uma diferença de tempo que, na carreira da Miley, corresponde a uns 100 anos: muita coisa mudou desde então. Teve até uma fase psicodélica.
O mundinho Miley continuou girando e ela está numa fase revoltada e roqueira anos 80. Em 2020 saiu o disco "Plastic Hearts". Tem o hit "Prisioner", com a Dua Lipa, muito sintetizador, guitarra e roupa preta. O setlist costuma ser bem dividido entre ele e o "Bangerz" como os álbuns mais tocados da noite. E ela está empolgada com a cover de "Heart of Glass", do Blondie.
ASAP Rocky

Talvez os fãs do A$AP Rocky fiquem bravos com essa apresentação, mas vamos lá: o Lollapalooza vai trazer o pai do bebê da Rihanna ao Brasil em 2022. E vai ser legal, se, além da namorada, ele trouxer o álbum “All Smiles”. Ele está devendo esse disco desde 2019. Talvez tenha aprendido com Rihanna a dar aquela enrolada.
Mas, pelos shows na Argentina e no Chile, é difícil que ele toque música nova. De qualquer jeito, ele nunca cantou no Brasil, e a gente vai poder conferir o estilo confiante e exagerado dele - tanto visual quanto musical. No sábado todo mundo vai matar a abstinência de Lolla ouvindo, por exemplo, "LSD" hit que está geralmente rolando no meio do setlist dele.
A Day To Remember

O Lollapalooza mais emo da história vai acontecer em pleno 2022. E quem é simpatizante desse movimento desde quando começou a ser modinha, lá no início dos anos 2000, se empolgou com o anúncio do A Day to Remember na programação do festival.
A banda é uma referência do movimento hardcore, herdeira de uma geração de nomes como Blink-182, New Found Glory e NOFX. E costuma ser bem generosa nos setlists, com músicas de todas as fases, desde os clássicos dos tem áureos do emo até o repertório mais recente do disco “You’re welcome”, lançado em 2021.
Alok

Figurinha frequente nos festivais, Alok tem um público fiel no Lollapalooza, mas dessa vez vai se apresentar em meio a um escândalo que abalou o mundo da música eletrônica. A dupla de irmãos americanos Sevenn diz que o DJ lançou músicas produzidas por eles, sem dar crédito e sem pagar pelos direitos autorais. Alok nega e se diz ameaçado. Saiba tudo sobre o caso com os argumentos de cada lado.
Seja como for, o setlist do mais famoso DJ do Brasil sempre coloca muita gente pra dançar e cantar junto. Ele costuma mesclar remixes de megahits do pop e do rock com sucessos próprios, como "Hear me now", com aquele assovio impossível de esquecer. “Un ratito”, música em parceria com Luis Fonsi e a vencedora do BBB21, Juliette, também deve aparecer.
Alexisonfire

A invasão emo ao Lolla 2022 tem seu representante canadense. Tem muito novinho curtindo rock emotivo, mas eles não são novos. A banda está na ativa desde 2001, com uma pausa no começo da década passada. Tem um emo que se aproxima mais do pop e do rap, mas não é o caso deles. O negócio é hardcore, que alguns classificam até de post-hardcore.
Eles têm aquela dinâmica de um vocalista mais melódico, o Dallas Green, e outro mais gritaria, o George Petit. Eles estão próximos do screamo, que, como o nome sugere, é um emo mais agressivo e gritado. Claro que vai ser um show enérgico. E cheio de músicas do disco “Watch out”, de 2004, e “Crisis”, de 2006.
A banda também acabou de anunciar seu primeiro álbum em 13 anos, "Otherness"
Alessia Cara

O Brasil merecia ver um show da Alessia Cara desde 2018, quando ela levou o Grammy de artista revelação do ano, na esteira do hit “Here”. Desde então ela deixou de ser uma das maiores promessas do pop feminino para realizar e virar uma das cantoras mais legais mesmo. Também rolou algo inusitado: ela virou fã de bossa-nova.
O g1 entrevistou Alessia e ela disse que ouvir bossa-nova simplesmente salvou ela durante a pandemia, porque a acalmava e inspirava. Tanto que o novo disco “In the meantime”, tem esses sons. O disco não bombou tanto quanto os dois primeiros, mas claro que ela não vai deixar de arriscar um violãozinho brasileiro por aqui no show dela no sábado.
Remi Wolf

Festival é sempre uma boa oportunidade de conhecer sons novos. Se você quer um pop diferentão, o show da Remi Wolf é uma boa opção. A americana de 25 anos faz o que muita gente chama de hyperpop. É uma música pop caótica e funkeada com colagens de sons, arranjo delirante e imagens meio doidas.
Ela não gosta muito do rótulo - mas que artista gosta? Tem uma entrevista no g1 para saber mais sobre o que ela pensa. Para entrar na vibe da Remi vale ouvir álbum de estreia, "Juno". Ela tem também vários remixes feitos por gente grande como Hot Chip e Nile Rodgers. Ela toca no sábado, dia forte do pop com Miley Cyrus e Alessia Cara.
Emicida

Emicida reforça o time de rappers brasileiros no Lolla 2022. Quem viu o show “Amarelo” no Theatro Municipal pode esperar uma catarse semelhante no festival em São Paulo. O Emicida lançou esse álbum ao vivo no ano passado.
Além das mais recentes, sucessos antigos como “Levanta e Anda”, “Bang” e “Zica Vai Lá” também devem estar no repertório. Esse vai ser um dos primeiros shows do Emicida depois de tantos meses parado por conta da pandemia.
Jão

Dá para arriscar a previsão de que um dos maiores coros do sábado no Lolla vai ser de "Idiota" - a frase não é um julgamento sobre ninguém, apenas o nome do hit atual do cantor paulista Jão. É importante saber que o pop sensível dele tem fãs aguerridos. E "Idiota", a música, é uma das poucas faixas que estão no alto das paradas entre o repertório de todos artistas do Lolla no Brasil.
A música e o show do Jão são bem passionais. Ele é do tipo que sofre, que conta a vida toda, como ele fez numa entrevista para o g1 no ano passado, falando do seu 'pop sofrência' que canta o amor livre com ecos de Cazuza a 'N Sync. Dá pra esperar muitas músicas do álbum “Pirata”, do fim do ano passado, mas também os primeiros sucessos como “Imaturo”.
DJ Marky

Fotos: Reprodução
Uma das grandes revelações recentes da música brasileira, a rapper Jup do Bairro tem no currículo a experiência de acompanhar nos palcos a amiga, também cantora e participante do BBB Linn da Quebrada.
Em 2020, passou a voar por conta própria com o EP “Corpo sem juízo”, em que fala sobre as próprias vivências como mulher trans, nascida e criada na periferia de São Paulo.
É esse trabalho que vai nortear o setlist dela no Lolla: um repertório que tem encontros super interessantes, como o da Jup com a funkeira carioca Deize Tigrona cantando rock pesado em “Pelo amor de Deize”
WC no Beat, Kevin o Chris e convidados
Há alguns anos, festivais como o Lolla têm finalmente se rendido à pressão do público por atrações mais conectadas à música que de fato se ouve nas ruas. Em 2022, o evento vai colocar num mesmo show nomes promissores e alguns já consolidados do funk e do rap: WC no Beat, Kevin O Chris, Haikaiss, PK, Felp 22, MC TH e Hyperanhas.
Fonte: Portal G1
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