Senador pressiona por novo Plano Diretor diante da falta de áreas e corrida de empresas ao Polo Industrial de Manaus
O Polo Industrial de Manaus (PIM) vive um paradoxo. Se por um lado a aprovação e a regulamentação da Reforma Tributária garantiram sobrevida e competitividade do modelo, atraindo uma avalanche de novos investimentos, por outro, a capital amazonense esbarra em um “muro” burocrático e geográfico: não há mais espaço legalizado para novas fábricas.
Esta escassez já provoca uma hiperinflação no mercado imobiliário logístico. O metro quadrado para locação de galpões disparou, chegando a custar R$ 50. Para se ter uma ideia, um galpão de 20 mil metros quadrados hoje custa cerca de R$ 1 milhão por mês em aluguel. O valor ameaça a viabilidade de novos negócios.
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A força da bancada e o “bom problema”
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Este cenário, embora desafiador, é fruto direto do empenho da bancada do Amazonas no Congresso Nacional. Liderados pelos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), os parlamentares conseguiram blindar os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) no texto da reforma, assegurando que o diferencial competitivo da região fosse mantido.O resultado não demorou a aparecer nos números da Suframa. Segundo dados técnicos da autarquia, o número de projetos de implantação (novas empresas) mais que dobrou. Se antes a média por reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) era de 40 projetos, os encontros mais recentes, como o de dezembro e março, registraram saltos para mais de 80 novos empreendimentos.
“O número de empresas que estão querendo se instalar em Manaus não tem notícia na história. Só de uma vez foram aprovados 170 projetos, entre novos e ampliações. Mas o problema é que o Plano Diretor é antigo e não há onde construir”, afirmou o senador Omar Aziz.
O gargalo: plano diretor de 2014

Fotos: Reprodução/Google
Em cobrança direta à Câmara Municipal de Manaus e à Prefeitura, o senador Omar Aziz destacou que o atual Plano Diretor, datado de 2014, está defasado e impede a instalação de indústrias de maior porte (como as de Tipo 4 e 5, que envolvem processos químicos) em áreas que hoje são consideradas de expansão. A cobrança pública ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM). Foi na abertura do Fórum Estadual das Casas Legislativas do Estado do Amazonas (Feclam).
Os gigantes já chegaram
Fred Aguiar, superintendente adjunto executivo da Suframa, corrobora a preocupação. Segundo ele, gigantes como a Hypera Pharma e a Vitamedic, além de um forte fluxo de investimentos chineses nos setores de duas rodas elétricas e termoplásticos, já buscam áreas no entorno do Distrito 2 e na região do Tarumã. “A escassez está criando uma hiperinflação. Precisamos que a prefeitura regularize essas áreas para criar competição e reduzir o custo do metro quadrado”, explica Aguiar.
Fonte: com informações BNC
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