Higienização em excesso pode aumentar o risco de infecção vaginal; aprenda limpar-se corretamente
Quando o assunto é higiene íntima, pode parecer correto esfregar e lavar tudo o máximo de vezes possível. No entanto, essa é uma das maneiras mais fáceis de se contrair uma infecção vaginal, de acordo com especialistas.
Ao “The Sun”, de onde são as informações, a ginecologista Anne Henderson explica que a vagina é autolimpante, por isso, a higiene do órgão não requer “extravagâncias”.
“Ser excessivamente higiênica pode perturbar completamente as bactérias naturais em todo o corpo, mas principalmente na vulva e na vagina.”
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A especialista ainda assegura que banhos de chuveiro são mais higiênicos do que os de banheira, porque “você não está sentada em suas próprias bactérias, o que pode causar irritação”. Ela acrescentou que sabonetes perfumados também podem perturbar o pH vaginal, e o ideal é utilizar apenas água morna ou um sabonete suave.
Anteriormente, estudos comprovaram que a realização de ducha vaginal — lavar ou limpar o canal vaginal com água ou outras misturas de fluidos — aumenta as chances da contração de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), câncer de ovário e infecções sanguíneas. Por isso, a recomendação de especialistas é que a limpeza no interior do canal vaginal não seja feita em nenhum momento.
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A especialista em saúde íntima Stephanie Taylor completa afirmando que o corrimento é uma forma natural da vagina de se livrar das bactérias. Ela explica que não seguir as recomendações de lavagem pode atrapalhar o equilíbrio bacteriano natural do organismo e resultar em vaginose bacteriana, candidíase e até cistite.
Especialistas alertam, ainda, para os perigos da utilização do limão como forma de higienização vaginal, tendência popularizada nas redes sociais. A ginecologista Shree Datta pontua que a prática pode levar ao maior risco de irritação vaginal e infecções, além de afetar células do colo do útero.
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Fotos: Reprodução
“Se você se sentir desconfortável ou com coceira ‘lá embaixo’, ou tiver uma alteração no corrimento, consulte um médico cedo para que, se houver um problema, ele seja identificado e tratado precocemente”, finaliza Shree.
Fonte: Revista IstoÉ
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