Hemoam registrou 50 novos casos de câncer em crianças e adolescentes em 2024
Após 12 anos de tratamento contra a leucemia, Aline Gibson dos Santos, de 18 anos, tocou o sino da cura na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Ela foi diagnosticada aos seis anos e, assim como muitas crianças e adolescentes, precisou abdicar de parte da infância para se dedicar ao tratamento oncológico.
Fevereiro é o mês da campanha Fevereiro Laranja, criada para conscientizar a população sobre a prevenção, diagnóstico e combate a leucemia, um tipo de câncer do sangue. A campanha ganha ainda mais força no dia 15 de fevereiro, Dia internacional de combate ao câncer infantojuvenil.
O câncer infantil é a principal causa de morte na população de 0 a 18 anos. Todos os anos, cerca de 7.930 novos casos da doença são diagnosticados no Brasil, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Somente em 2024, o Hemoam registrou, 50 novos casos onco-hematológicos entre crianças e adolescentes. Desse total, as leucemias são mais frequentes, com 45 novos casos. Os linfomas aparecem em segundo lugar com cinco casos diagnosticados no mesmo ano.
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A luta contra o câncer
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O tratamento de Aline Gibson durou dois anos, aproximadamente, com quimioterapias, 11 internações e três idas à UTI, além de dez anos de visitas ao médico e exames regulares para certificar de que as sessões de quimioterapia surtiram efeito.
“Foram altos e baixos, para mim e para minha família. Mas hoje, uma palavra que define e resume tudo que sinto é gratidão! Agradeço a Deus todos os dias pela minha cura, e pelos médicos e toda equipe maravilhosa do Hemoam, que sabia o que fazer e me ofereceu o melhor cuidado”, celebrou.
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Aline Gibson, após 12 anos de tratamento, tocando o sino
da cura no Hemoam
A leucemia afeta as células de defesa do organismo, conhecidas como leucócitos. Os sintomas mais comuns são febre, anemia, fraqueza, sangramento orais e nasais, manchas roxas na pele, infecções, aumento dos gânglios, baço e do fígado.
Se diagnosticada precocemente, as chances de cura são de 90% para as crianças e de 50% em adultos de até 60 anos. “Independentemente do tipo de câncer, o diagnóstico precoce possibilita um tratamento mais fácil e menos agressivo para os pacientes”, disse a hematologista pediátrica Cinthia Xerez de Albuquerque, médica de Aline.
Referência no tratamento de câncer infantojuvenil
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Diretora-Presidente do Hemoam, médica Socorro Sampaio
No Amazonas, o Hemoam é referência no diagnóstico e tratamento de pelo menos 50% dos casos de câncer infantojuvenil atendidos pela rede pública de saúde. Segundo a diretora-presidente, dra. Socorro Sampaio, o prognóstico de câncer infantojuvenil melhorou muito nos últimos anos com uso de tecnologias avançadas e novos tratamentos disponíveis.
“O Hemoam está sempre atento a novas terapias e cuidados. Oferecemos ambulatórios especializados, com acompanhamento multidisciplinar e laboratórios com tecnologias avançadas que permitem um melhor diagnóstico e a escolha do melhor tratamento para cada caso”, disse a médica.
Atualmente, mais de 100 crianças e adolescentes fazem tratamento oncológico na instituição. Entre os tipos de câncer infantojuvenil, a Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é o que tem maior incidência em crianças e adolescentes, mas ainda há registros de Leucemia Mieloide Aguda (LMA), Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e Linfoma.
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Aline Gibson durante tratamento (Fotos: Leonardo Mota/Hemoam)
A Fundação conta com uma equipe composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, odontólogos e assistentes sociais, que trabalham em conjunto para garantir o melhor cuidado aos pacientes e suas famílias. Além disso, o Hemoam oferece atividades lúdicas e terapêuticas para ajudar as crianças e adolescentes a lidar com as dificuldades do tratamento e a manter a autoestima.
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