29 de Abril de 2026

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Economia - 21/07/2025

Haddad sobre tarifaço: 'Estamos nos preparando para vários cenários'

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Foto: Reprodução/Google

?O Brasil não vai sair da mesa negociação?, garantiu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao ser questionado sobre tarifaço

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 21/7, que o governo brasileiro não vai sair “da mesa de negociação” com os Estados Unidos para tentar reverter a imposição de tarifas comerciais de 50% sobre todos os produtos exportados pelo país aos norte-americanos.

 

A nova rodada do tarifaço comercial foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em represália ao que o líder norte-americano classificou como abusos e injustiças cometidas pelo Judiciário brasileiro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu aliado, investigado por suposta tentativa de golpe de Estado. As tarifas, em tese, começam a valer a partir do dia 1º de agosto.

 

Os EUA também instauraram investigação comercial, aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), a pedido de Trump. O governo norte-americano afirma que a análise visa investigar supostas práticas comerciais desleais do Brasil em relação aos EUA e cita como exemplo as recentes disputas judiciais envolvendo plataformas digitais norte-americanas.

 

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“O Brasil não vai sair da mesa de negociação. A determinação do presidente Lula é que nós continuemos engajados permanentemente. Mandamos uma segunda carta na semana passada, em acréscimo à de maio. Vamos insistir na negociação comercial para que possamos encontrar um caminho de aproximação entre os dois países”, disse Haddad, em entrevista à Rádio CBN.“Estamos nos preparando para vários cenários. Houve muitas idas e vindas nas decisões tomadas pelo governo dos EUA, sobretudo em relação à própria burocracia interna. A pedido do presidente Lula, estamos desenhando cenários possíveis”, prosseguiu o ministro da Fazenda, sem detalhar quais seriam as medidas estudadas.

 

Influência da família Bolsonaro

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

“O país todo tem de estar muito consciente do que está ocorrendo em todas as suas dimensões. Neste momento, é hora da unidade do país em defesa do interesse nacional e da percepção, que é real, de que nós não estamos sozinhos nessa questão com os EUA. Há uma força política de extrema-direita no Brasil que está concorrendo contra os interesses nacionais”, acusou Haddad, referindo-se à família Bolsonaro.Segundo o chefe da equipe econômica, “o mundo começa a se organizar para saber o que vai ser se essas imposições unilaterais do governo dos EUA se mantiverem”.

 
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“Se você considerar os países fundadores do Brics, o comércio da Índia e da China com a Rússia aumentou muito mais do que com o Brasil, que é um país muito distante da Rússia. E as tarifas sobre Índia e China são menores do que em relação ao Brasil”, comparou Haddad. 

 

Fonte: com informações Metrópoles

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