Ministro da Fazeda disse que o governo não decidiu sobre adotar medidas de retaliação
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira que o Brasil vai continuar a buscar canais diplomáticos para negociar a redução das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo ele, o governo ainda avalia como será o plano de contingência para setores afetados pela medida, que poderão ser anunciadas na semana que vem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Estamos encaminhando junto com (o vice-presidente Geraldo) Alckmin as primeiras medidas formuladas, e a partir da semana que vem, o presidente Lula já vai poder anunciar as medidas de proteção ao agro e indústria. As medidas já são conhecidas, estamos calibrando junto com sindicatos patronais, de trabalhadores, Casa Civil. Estamos calibrando os números do quanto vai ser necessário usar de verba — disse o ministro da Fazenda.Haddad afirmou que o governo não decidiu sobre medidas de retaliação a produtos americanos, pois o foco são as ações de proteção à indústria e ao agronegócio.
— Não houve decisão de não retaliar porque essa decisão nunca foi tomada. Nunca usamos esse verbo. Vamos tocar ações de proteção da nossa indústria e agro. São medidas de reação a ação injustificável e proteção da economia e soberania brasileira.
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Após o recuo parcial dos Estados Unidos no tarifaço ao Brasil, o Palácio do Planalto quer insistir na negociação com o governo de Donald Trump. Embora medidas de retaliação não estejam completamente descartadas, são tratadas em segundo plano, uma vez que a expectativa é de conseguir avançar em melhores condições para os setores afetados pela sobretaxa americana.
Na tarde de quarta-feira, Donald Trump assinou uma ordem executiva determinando a aplicação da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, mas com centenas de exceções, como suco de laranja e aviões. Cerca de 45% dos produtos vendidos ao mercado americano ficaram de fora.
Se desconsideradas as tarifas específicas, 35,9% das exportações foram diretamente afetadas pela medida. O presidente americano ainda determinou que a medida começará a valer em sete dias, e não nesta sexta-feira, concedendo, na prática, mais tempo para a negociar termos mais favoráveis para os produtos que não escaparam do tarifaço, como café, carnes e pescados.
Fonte: com informações O Globo
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