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Meio Ambiente - 14/12/2024

GREENWASHING: A falsa sustentabilidade que engana consumidores e prejudica o planeta

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Foto: Reprodução/Google

As empresas utilizam várias estratégias para parecer mais sustentáveis do que realmente são

O termo greenwashing surgiu na década de 1980, criado pelo ambientalista Jay Westerveld, e é a combinação das palavras green (verde) e whitewashing (encobrir algo). Ele descreve o comportamento de empresas que exageram ou distorcem suas práticas ambientais para enganar consumidores.

 

Formas Comuns de Greenwashing

 

As empresas utilizam várias estratégias para parecer mais sustentáveis do que realmente são. Algumas incluem:

 

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1. Rótulos genéricos e sem base: Produtos que usam termos como “100% natural” ou “biodegradável” sem comprovações técnicas.
2. Declarações desproporcionais: Destaque em uma melhoria ambiental mínima enquanto ignoram grandes problemas.
• Exemplo: Garrafas plásticas com menos plástico, mas ainda descartáveis.
3. Imagens enganosas: Uso de cores, como verde, e símbolos relacionados à natureza para passar uma mensagem ambiental sem conteúdo real.
4. Compensações de carbono vagas: Empresas que afirmam neutralizar emissões sem apresentar dados claros sobre como isso é feito.

 

Exemplos Reais de Greenwashing

 

 

 

1. Indústria da Moda: Muitas marcas lançam coleções “eco-friendly” com poucos itens sustentáveis, enquanto a maior parte de suas operações segue com alto impacto ambiental. Um exemplo é o uso de tecidos reciclados em algumas peças, mas mantêm práticas exploratórias na produção.
2. Gigantes da Energia: Empresas de combustíveis fósseis promovem investimentos em energia renovável em campanhas publicitárias, mas continuam destinando a maior parte dos recursos para exploração de petróleo e gás.
3. Produtos de Limpeza e Cosméticos:Algumas marcas rotulam seus produtos como “livres de químicos nocivos”, mas na verdade apenas substituem um ingrediente controverso por outro de impacto semelhante.

 

Impactos do Greenwashing

 

As consequências do greenwashing vão além do engano ao consumidor:

 

1. Desinformação do público: Os consumidores acreditam estar contribuindo com o meio ambiente, mas muitas vezes suas escolhas têm pouco ou nenhum impacto positivo.
2. Concorrência desleal: Empresas genuinamente comprometidas com a sustentabilidade perdem espaço para as que apenas fingem ser.
3. Danos ambientais contínuos: O foco em marketing “verde” distrai a atenção de soluções reais para problemas ambientais.

 

Como Ser um Consumidor Consciente?

 

 

 

1. Pesquise sobre a marca
Antes de comprar, investigue o histórico ambiental da empresa. Confira relatórios de sustentabilidade, auditorias independentes e compromissos públicos.
2. Priorize certificações reconhecidas
Fique atento a certificações confiáveis, como:
• FSC (para produtos de madeira e papel sustentáveis).
• Certificação Orgânica (para alimentos e cosméticos).
• ISO 14001 (gestão ambiental empresarial).
3. Desconfie de alegações vagas
Verifique se o rótulo fornece dados mensuráveis, como reduções específicas de emissões ou impacto ambiental.
4. Valorize marcas transparentes
Empresas verdadeiramente sustentáveis costumam detalhar seus impactos positivos e negativos, reconhecendo que a sustentabilidade é um processo contínuo.

 

Responsabilidade das Empresas e Regulamentação

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Alguns países estão criando regulamentações para coibir o greenwashing:
• União Europeia: Introdução de regras para evitar publicidade enganosa em sustentabilidade, exigindo maior transparência.
• Brasil: O Código de Defesa do Consumidor e o Conar proíbem propagandas enganosas, mas a aplicação ainda é limitada em questões ambientais.

 
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Além disso, movimentos globais, como o Pacto Global da ONU, pressionam as empresas a adotar práticas reais de responsabilidade ambiental.

 

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