18 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Saúde da Mulher - 15/07/2025

Graves: condição que causa taquicardia é seis vezes mais comum em mulheres

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Estudo mostra que doença autoimune afeta 3% das mulheres, contra 0,5% dos homens, provocando sintomas como palpitações, insônia e perda de peso.

O sintoma de taquicardia, ou coração acelerado, pode ter diversas origens, desde causas comuns, como ansiedade, até problemas de saúde mais graves. Um exemplo pouco conhecido é a Doença de Graves, condição autoimune em que o sistema imunológico ataca a glândula tireoide, provocando a produção excessiva de hormônios tireoidianos. Isso acelera o metabolismo e pode afetar vários sistemas do corpo, incluindo o cardiovascular.

 

O nome da doença é uma homenagem ao médico irlandês Robert James Graves, que descreveu a condição pela primeira vez em 1835. Um estudo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos apontou que a doença é mais comum em mulheres (3% de risco) do que em homens (0,5%). A faixa etária mais afetada é entre 20 a 50 anos.

 

Endocrinologista e consultora médica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Renata Camia explica que o coração se agita na doença de Graves porque o excesso de hormônios da tireoide acelera, também, o sistema cardiovascular. "Na doença de Graves, o próprio sistema imunológico ataca a glândula tireoide, fazendo com que ela produza hormônios em excesso. Isso acelera o metabolismo e desencadeia diversos sintomas", afirma.

 

Veja também 

 

Unidades de Saúde da Mulher da prefeitura de Manaus estão em novos locais a partir desta segunda, 14/7

O que comer e o que evitar para aliviar cólicas menstruais sem remédio

 

Outros sintomas são palpitações, tremores nas mãos, sensação de respiração suspirosa, cansaço e perda de peso. Também são comuns irritabilidade, insônia, sensação de corpo mais quente, suor em excesso e queda de cabelo. "Nas mulheres, pode haver alteração do ciclo menstrual, geralmente com redução do fluxo", acrescenta. Outra característica bastante específica da doença de Graves é o acometimento ocular. "O paciente pode apresentar olhos vermelhos, irritação e, em alguns casos, exoftalmia, que é quando os olhos ficam mais projetados para fora", explica a médica.

 

Diagnóstico preciso

 

Renata explica que o diagnóstico, passo fundamental para iniciar o tratamento, é realizado com uma combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais complementares. "A confirmação do hipertireoidismo é feita pela dosagem dos hormônios TSH, que regulam a atividade da tireoide; além dos hormônios T3, T4 e suas formas livres, produzidos por essa mesma glândula. Também fazemos a dosagem dos anticorpos tireoidianos, o que nos ajuda a identificar se a causa é autoimune, como na doença de Graves", afirma.

 

A endocrinologista alerta que alguns fatores podem interferir no resultado dos exames, por isso, é importante estar acompanhado de um médico especialista que possa avaliar os resultados com maior precisão. "O uso de alguns medicamentos, como corticoides, suplementos que contêm biotina e até a presença de outras doenças podem alterar os resultados", diz.

 

Tratamento e cuidados

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A boa notícia é que existe tratamento para a condição, mas o formato irá depender de cada caso. Renata Camia explica que há três formas. "O tratamento medicamentoso é feito com drogas antitireoidianas, que ajudam a controlar a produção dos hormônios, mas exige monitoramento constante, principalmente da função hepática".

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Outra opção é a radioiodoterapia, que utiliza iodo radioativo para reduzir a atividade da tireoide. Também há a possibilidade de tratamento cirúrgico, mas a indicação, mais invasiva, depende da gravidade da doença, do histórico do paciente e os resultados dos exames de acompanhamento. "Não há uma forma específica de prevenir a doença de Graves, mas há comportamentos saudáveis que ajudam a manter o sistema imunológico em equilíbrio e podem contribuir para reduzir riscos. Invista em exercícios físicos, mantenha a alimentação equilibrada, cuide da saúde mental e faça acompanhamento regular com endocrinologista", aconselha. 

 

Fonte: com informações Portal Repercussão

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.